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3R Petroleum compra Duna Energia e lidera consórcio por ativo da Petrobras

Petrolífera especializada em campos maduros acelera estratégia para aumento da produção no Rio Grande do Norte; ações dispararam 130% desde o IPO em novembro passado

A 3R Petroleum (RRRP3) está realizando movimentos estratégicos para reforçar a operação no Rio Grande do Norte.

Em uma frente, a 3R está liderando consórcios junto com a empresa de private equity Seacrest Capital para ofertas vinculantes por uma refinaria e diversos campos de petróleo da Petrobras (PETR3, PETR4) no Polo Potiguar, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com o assunto.

Em outra frente de negócios, a petrolífera especializada em campos maduros — como são denominadas as fontes que já atingiram o pico de produção e agora estão em fase de declínio — anunciou ao mercado nesta terça-feira, 22 de junho, a compra da totalidade das ações da Duna Energia. A participação pertencia ao BTG Pactual (BPAC11) e acionistas minoritários.

A Duna Energia é detentora e operadora dos campos de produção onshore de Ponta do Mel e Redonda, localizados no município de Areia Branca, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. Nos quatro primeiros meses de 2021, a produção média de petróleo conjunta dos campos foi de 480 barris por dia.

A 3R Petroleum é fruto da união de duas empresas, a 3R e a Ouro Preto, e abriu o capital em IPO realizado em novembro do ano passado. Desde então, suas ações já subiram cerca de 130%.

Segundo a Reuters, o Grupo Verde Brasil (GVB), do Rio de Janeiro, e a B-in Partners — que possui sede em Houston — se uniram à oferta liderada pela 3R pelos ativos, conhecidos conjuntamente como Polo Potiguar.

Já a Seacrest realizou uma oferta ao lado da brasileira Global Participações em Energia, que opera usinas nas regiões Norte e Nordeste do país, acrescentaram as fontes, que pediram anonimato para debater assuntos confidenciais.

As ofertas, de 11 de junho, ainda não haviam sido noticiadas pela imprensa. Há expectativas de que o Polo Potiguar arrecade centenas de milhões de dólares — ou até supere 1 bilhão de dólares, segundo duas fontes.

A Petrobras está negociando dezenas de ativos considerados não essenciais em um plano estratégico de médio e longo prazo para reduzir sua dívida e ampliar seu foco na produção de petróleo em águas profundas.

Petrobras, 3R, GVB e B-in não quiseram comentar o assunto. Seacrest e Global não responderam a um pedido por comentários.

A Petrobras anunciou em agosto do ano passado que colocaria à venda o Polo Potiguar, localizado no Rio Grande do Norte. O ativo inclui uma produção de 23.000 barris por dia (bpd) em instalações terrestres e de águas rasas, segundo os documentos divulgados no ano passado para o processo de venda. O polo também conta com a refinaria Potiguar Clara Camarão, que possui capacidade instalada de 39.600 bpd.

Ainda não está claro se algum outro consórcio realizou uma oferta pelos ativos. O Grupo Cobra, subsidiária da companhia francesa de infraestrutura Vinci, participou de fases iniciais do processo, mas não está claro se chegou a submeter uma oferta vinculante. O Cobra não respondeu a um pedido por comentários.

Se a Petrobras considerar alguma oferta pelo Polo Potiguar adequada, provavelmente serão iniciadas dentro de dias ou semanas negociações bilaterais com o consórcio vencedor, disseram as fontes.

As vendas de ativos pela Petrobras voltaram a ganhar ritmo após terem desacelerado drasticamente em 2020 e no início de 2021, período em que a pandemia de covid-19 minou a demanda de possíveis compradores e a empresa passou por uma grande mudança de gestão.

(Com a Reuters)

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