Vídeo "piadista" de Netanyahu desmentindo notícias falsas sobre a vacina viraliza

O primeiro-ministro de Israel aparece em um vídeo no país, em comemoração ao feriado judaico Purim. Israel é o país do mundo que mais vacinou seus habitantes

O premiê israelense Benjamin Netanyahu é o protagonista de um novo vídeo de marketing do governo israelense que tem gerado comentários na internet.

No vídeo, exibido na televisão do país, Netanyahu aparece com um megafone chamando os israelenses a se vacinar contra o coronavírus. Na sequência, aparecem personagens negando a vacinação -- como um palhaço ou um homem vestido com teclados de computador, em referência à desinformação online.

O premiê, então, começa a desmentir as notícias falsas sobre a vacinação e dizer que a vacina é segura e foi pesquisada pelos maiores experts do mundo.

"Qual é o seu interesse aqui? Você quer implementar um microchip em nós", questiona um personagem. "Queremos que as infecções diminuam para retornarmos à vida normal", responde o premiê.

No fim, e após algumas piadas de Netanyahu, os personagens do vídeo decidem se vacinar.

"Israel será o primeiro país a sair da crise do coronavírus, graças aos milhões de vacinas que trouxemos para cá, graças a vocês, cidadãos de Israel, e também graças àqueles que não se vacinaram, mas agora irão fazê-lo. Em breve voltaremos à vida que conhecemos e amamos", completa Netanyahu, o "Bibi", como é conhecido. (Veja o vídeo abaixo, com legendas em português)

Israel é o país que mais vacinou seus cidadãos até agora e tem sido considerado um caso de sucesso para observar os efeitos positivos da vacina no combate ao coronavírus.

O país chegou a 87 doses da vacina aplicada a cada 100 habitantes, a maior taxa do mundo, com mais da metade dos 9 milhões de habitantes já tendo tomado ao menos a primeira dose. Nessa lista, Israel é seguido pelo arquipélago de Seychelles, na África (73 doses/100 habitantes), os Emirados Árabes Unidos (54 doses/100 habitantes) e o Reino Unido (29 doses/100 habitantes).

A título de comparação, o Brasil tem quase 4 doses aplicadas a cada 100 habitantes. Cerca de 3% da população brasileira foi vacinada com a primeira dose. Devido ao alto número de pessoas no Brasil, a expectativa é que o ritmo da vacinação avance nos próximos meses com a chegada de mais insumos.

Os números israelenses não incluem os cidadãos em territórios palestinos ocupados, o que gerou críticas. Nesta semana, o governo disse que passará a enviar vacinas também para os palestinos.

O governo de Israel tem usado sobretudo a vacina da americana Pfizer com a alemã BioNTech, a primeira majoritariamente aprovada no mundo e com quem os israelenses estabeleceram uma espécie de "parceria", como contou Netanyahu no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Para conseguir comprar um número alto de doses, Netanyahu e o governo de Israel também convenceram os executivos da Pfizer de que a vacinação no país poderia ser um bom "laboratório" para avaliar os resultados de eficácia e propagandear de forma positiva os benefícios da vacina. Em Davos, Netanyahu chegou a brincar que liga para o presidente da Pfizer "cinco vezes por dia".

Netanyahu também tem usado a vacinação como um de seus trunfos políticos. Na entrevista em Davos, o premiê disse que está ele mesmo em contato com os representantes das farmacêuticas. Também tem participado do processo de negociação o ministro da Saúde, Yuli Edelstein. "Acredito que você precisa de liderança pessoal aqui. É como checar as munições em uma guerra", disse.

A campanha desta semana faz parte do feriado hebraico Purim, que comemora a vitória dos judeus ameaçados por um plano de genocídio na Pérsia antiga. A data é celebrada a partir do anoitecer de quinta-feira, 25, e nesta sexta-feira, 26, tida como um dos feriados mais alegres do calendário judeu.

 

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