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União Europeia amplia importações de GNL russo e volume sobe ao maior nível desde 2022

Relatório do IEEFA aponta alta de 16% nas importações europeias no 1º trimestre de 2026, puxadas por França, Espanha e Bélgica

 ( Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images)

( Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images)

Publicado em 13 de maio de 2026 às 09h54.

As importações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia pela União Europeia cresceram no primeiro trimestre de 2026 e alcançaram o maior volume desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, segundo levantamento do centro de pesquisas IEEFA divulgado nesta quarta-feira, 13.

O movimento ocorre em um momento de reconfiguração do mercado energético europeu, que segue tentando reduzir a dependência de Moscou enquanto enfrenta oscilações no abastecimento global de hidrocarbonetos.

De acordo com o relatório, as compras europeias de GNL russo avançaram 16% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume chegou a 6,9 bilhões de metros cúbicos entre janeiro e março, o maior nível desde 2022.

O crescimento foi impulsionado principalmente por França, Espanha e Bélgica. A França, segundo o estudo, liderou as compras no período e registrou um pico em janeiro.

Em abril, a tendência de alta continuou: as importações da UE de gás russo avançaram 17% na comparação anual, ainda segundo o IEEFA.

Guerra e transição energética redesenham fluxos

A dependência europeia do gás russo permanece mesmo após a tentativa de diversificação iniciada com a invasão da Ucrânia. Desde 2022, o continente ampliou as importações de GNL para reduzir a dependência do fornecimento via gasodutos.

Ao mesmo tempo, a Rússia continua como um dos principais fornecedores de gás da Europa, apesar da decisão da Comissão Europeia de proibir importações de gás russo até 2027, como parte da estratégia para reduzir o financiamento de Moscou à guerra.

O relatório também destaca que o conflito no Oriente Médio tem pressionado o mercado global de energia, influenciando rotas e contratos de fornecimento.

Estados Unidos ganham espaço no mercado europeu

Enquanto a participação russa segue relevante, os Estados Unidos ampliaram suas exportações de GNL para a Europa desde o início da guerra na Ucrânia e intensificaram esse movimento com o novo ciclo de tensões no Oriente Médio.

Segundo o IEEFA, o mercado americano está em trajetória para se tornar o principal fornecedor de gás do continente europeu em 2026.

No primeiro trimestre, a Noruega manteve a liderança entre os fornecedores da União Europeia, com 31% de participação. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 28%, e a Rússia, com 14%, considerando gás por gasodutos e GNL, segundo dados da Comissão Europeia.

*Com AFP

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