UE destinará 9 bilhões de euros à Ucrânia para auxiliar economia do país

O Conselho "continuará ajudando a Ucrânia em suas necessidades imediatas de liquidez", tuitou Michel durante a cúpula, ressaltando um "apoio firme e concreto à reconstrução da Ucrânia"
Guerra na Ucrânia: os líderes da UE concordaram em destinar 9 bilhões de euros para auxiliar a economia do país (Sergei Chuzavkov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images/Getty Images)
Guerra na Ucrânia: os líderes da UE concordaram em destinar 9 bilhões de euros para auxiliar a economia do país (Sergei Chuzavkov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images/Getty Images)
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AFPPublicado em 30/05/2022 às 20:24.

Os líderes da União Europeia (UE) reunidos em Bruxelas concordaram em destinar à Ucrânia 9 bilhões de euros (9,63 bilhões de dólares) para auxiliar a economia do país, alvo de uma invasão russa, anunciou nesta segunda-feira, 30, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

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O Conselho "continuará ajudando a Ucrânia em suas necessidades imediatas de liquidez", tuitou Michel durante a cúpula, ressaltando um "apoio firme e concreto à reconstrução da Ucrânia".

O governo ucraniano estima suas necessidades mais urgentes em cerca de 5 bilhões de euros ao mês. Os financiamentos europeus serão realizados mediante empréstimos com taxas de juros especiais, informou uma fonte europeia.

Durante o dia, os líderes da UE também concordaram em implementar um embargo a uma parte considerável de suas importações de petróleo procedente da Rússia.

Segundo Michel, o acordo afetará "mais de dois terços" das compras europeias de petróleo russo como parte do sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia.

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Fontes diplomáticas anteciparam que o acordo se concentra no embargo às importações de petróleo russo que chegam por via marítima e exclui por enquanto as entregas mediante oleodutos.

O plano foi a saída encontrada para superar a oposição da Hungria a um embargo generalizado ao petróleo russo, já que o país - dependente do petróleo bruto que recebe da Rússia por oleoduto - afirma que tal medida seria uma ameaça à sua segurança energética.

Além do controverso embargo petroleiro, o sexto plano de medidas da UE contra a Rússia inclui a retirada de mais bancos deste país da rede interbancária Swift e a inclusão de novos nomes da lista de funcionários russos sancionados.

(AFP)

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