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Ucrânia inicia ofensiva para retomar territórios ocupados pela Rússia

O objetivo é retomar cidades estratégicas com uso de armas ocidentais modernas, como os sistemas de foguetes Himars, dos EUA

Zelensky, presidente da Ucrânia: país inicia ofensiva para retomar territórios ocupados pela Rússia (Samir Hussein/Getty Images)

Zelensky, presidente da Ucrânia: país inicia ofensiva para retomar territórios ocupados pela Rússia (Samir Hussein/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

30 de agosto de 2022, 07h52

A Ucrânia anunciou na segunda-feira, 29, que deu início a uma contraofensiva para recuperar território ocupado pelos russos no sul do país. O objetivo é retomar cidades estratégicas, como Kherson, com uso de armas ocidentais modernas, como os sistemas de foguetes Himars, dos EUA. O governo ucraniano, porém, deu poucos detalhes sobre a operação.

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Moradores relataram um aumento nos combates na linha de frente, com o governo ucraniano dizendo ter rompido a primeira linha de defesa dos russos em Kherson. A Ucrânia também diz ter destruído uma base militar russa na região.

"Temos uma chance brilhante de recuperar os territórios com a ajuda dos sistemas Himars. Quase todas as grandes pontes em Kherson já foram destruídas. O Exército russo teve o fornecimento de armas e pessoal da Crimeia interrompido", afirmou um grupo operacional de tropas ucranianas chamado Kakhovka, em mensagens nas redes sociais.

Estratégia

Kherson, primeira cidade a cair nas mãos da Rússia, vem sofrendo apagões. Segundo a mídia russa, civis estão sendo retirados da área. A região tem uma posição estratégica, já que faz fronteira com a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Após fracassar na tomada de Kiev, no início da guerra, a Rússia voltou sua ofensiva para Donbas, leste da Ucrânia, e depois para o sul, para conter o avanço ucraniano que ameaça a Crimeia. Um relatório publicado pela inteligência britânica, em julho, já indicava que as tropas ucranianas estavam conseguindo destruir pontes que serviam para abastecer as forças russas, que teriam ficado extremamente vulneráveis.

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, estava sob pressão para iniciar a ofensiva antes que a estação chuvosa deixe os campos lamacentos e intransitáveis ou o apoio europeu vacile em meio ao aumento dos preços da energia.

A Ucrânia deu poucas informações sobre como está conduzindo a contraofensiva. A porta-voz do comando militar, Natalia Gumeniuk disse que ações foram realizadas em "muitas direções". "Toda operação militar requer silêncio e todo mundo precisa ser paciente", disse.

Um oficial de defesa dos EUA confirmou o início da ofensiva da Ucrânia. "Ela mostra o apetite dos ucranianos por progresso no campo de batalha", disse. O funcionário, falando sob condição de anonimato, acrescentou que o Pentágono vê com cautela as possibilidades de ganhos na região. A Rússia negou ontem qualquer movimentação das tropas ucranianas na região.