Repórter
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 15h28.
Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 15h45.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, nesta quinta-feira, 15 de janeiro.
A informação foi divulgada à agência de notícias Reuters por um funcionário da Casa Branca nesta segunda-feira, 12.
O encontro ocorrerá duas semanas após a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos EUA, por ordem de Donald Trump, em meio a uma operação em Caracas.
Na última semana, Trump declarou sua intenção de se reunir com Corina, que foi vencedora do Prêmio Nobel da Paz, em seu primeiro gesto público de apoio desde a operação que resultou na captura de Maduro.
“Pelo que entendi, ela deve chegar em algum momento da próxima semana, e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump em entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, na quinta-feira.
No início da semana, Corina Machado afirmou que não mantém contato com Trump desde 10 de outubro de 2025, quando foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz.
“Falei com o presidente Trump no dia 10 de outubro, mas não desde então”, disse em entrevista ao programa “Hannity”, também da Fox News, na segunda-feira, 5.
A líder da oposição recebeu o Nobel por sua luta contra o que o Comitê Norueguês chamou de “ditadura venezuelana”. Ela deixou o país no mês passado para viajar à Noruega, onde participou da cerimônia de premiação, e ainda não retornou a Caracas.
“Estou planejando voltar para casa o quanto antes”, afirmou.Segundo o jornal americano The Washington Post, o republicano, que já manifestou em diversas ocasiões seu desejo de receber o prêmio de Nobel da Paz, teria retirado o apoio à María Corina como nome para conduzir a transição política na Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro.
Mesmo após agradecer a Trump e dedicar o prêmio a ele, fontes próximas à Casa Branca disseram ao The Washington Post que o fato de não ter recusado a premiação foi considerado por Trump um “pecado imperdoável”.
“Se ela tivesse recusado e dito: ‘Não posso aceitar porque pertence a Donald Trump’, hoje ela seria a presidente da Venezuela”, disse uma das fontes ao jornal americano, sob condição de anonimato.
Durante entrevista coletiva realizada neste domingo, 4 de janeiro, após a operação que resultou na prisão de Maduro em Caracas e na sua transferência para Nova York, Trump declarou que seria muito difícil para Machado assumir a presidência venezuelana neste momento. O presidente dos EUA alegou que ela não conta com apoio, nem respeito dentro do país.
"É uma mulher muito simpática, mas que não tem o respeito do povo venezuelano", afirmou o republicano.