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Trump reúne presidentes da América Latina nos EUA em meio a disputa com a China

Encontro marca uma nova tentativa dos EUA de fortalecer sua influência na região em meio à competição geopolítica com Pequim.

Encontro ocorre em meio à disputa geopolítica entre Washington e Pequim por influência política e econômica no continente (Getty Images). (Casa Branca/Divulgação/Getty Images)

Encontro ocorre em meio à disputa geopolítica entre Washington e Pequim por influência política e econômica no continente (Getty Images). (Casa Branca/Divulgação/Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 7 de março de 2026 às 14h03.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe, neste sábado,7, líderes da América Latina na Flórida em uma cúpula voltada a reforçar alianças regionais e conter o avanço da China no continente. O encontro ocorre apenas dias após os ataques realizados pelos EUA e por Israel contra o Irã, que ampliaram as tensões no Oriente Médio.

Batizada de “Shield of the Americas”, "Escudo das Américas", em tradução livre, a reunião acontece semanas antes da viagem de Trump a China, onde o presidente norte-americano deve se encontrar com o líder chinês, Xi Jinping.

A estratégia do governo dos EUA é aproximar países latino-americanos de Washington após anos de expansão comercial e financeira chinesa na região.

Cúpula reúne líderes conservadores da região

O encontro deve reunir governantes alinhados à agenda política de Trump em temas como segurança pública, controle da migração e liberalização econômica.

Entre os líderes esperados estão:

  • O presidente da Argentina, Javier Milei;

  • O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast;

  • O presidente de El Salvador, Nayib Bukele;

  • O presidente do Equador, Daniel Noboa;

  • O presidente de Honduras, Nasry Asfura.

Os debates entre os presidentes latino-americanos e Donald Trump devem abordar cooperação regional em segurança, combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e fluxos migratórios.

A crescente presença chinesa na América Latina é um dos principais pontos da cúpula. O comércio entre a China e a região atingiu US$ 518 bilhões em 2024, além de mais de US$ 120 bilhões em empréstimos concedidos por Pequim a governos do hemisfério ocidental. Grande parte desse capital está concentrada na Iniciativa Cinturão e Rota.

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