Repórter
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 20h25.
Última atualização em 7 de janeiro de 2026 às 20h26.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, um decreto que formaliza a retirada do país de 35 organizações internacionais fora do rol das Nações Unidas, além de 31 entidades vinculadas à ONU.
Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca, essas instituições "operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA".
A nota oficial não especificou quais são as organizações rejeitadas pelo governo Trump. No entanto, a Casa Branca alegou que elas promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos EUA”.
A decisão decorre de um processo de revisão conduzido pelo Executivo, que avaliou todos os tratados, convenções e organismos intergovernamentais dos quais os Estados Unidos participam ou são signatários. De acordo com a Casa Branca, o objetivo foi identificar instâncias consideradas incompatíveis com as prioridades nacionais.
Segundo o comunicado, a iniciativa visa “encerrar o financiamento e o envolvimento do contribuinte americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz”. A nota também enfatiza que os recursos públicos devem ser realocados para apoiar missões consideradas relevantes sob a ótica do governo.
Desde o início do segundo mandato de Trump, o governo intensificou os cortes no financiamento destinado a instituições multilaterais. O país se retirou do Conselho de Direitos Humanos da ONU, suspendeu os repasses para a UNRWA, agência humanitária voltada aos refugiados palestinos, e deixou de integrar a UNESCO, braço cultural da ONU, informou a agência de notícias Reuters.
Também foram anunciados planos para sair da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris sobre o clima.