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Trump reforça urgência de acordo com o Irã, mas faz ressalva: 'Coisas ruins podem acontecer'

Declaração foi feita na primeira reunião do Conselho da Paz, enquanto os EUA mobilizam forças militares em direção ao Oriente Médio

Donald Trump: presidente dos EUA reforça urgência de acordo com o Irã, mas faz ressalva: 'Coisas ruins podem acontecer' (Jim WATSON /AFP)

Donald Trump: presidente dos EUA reforça urgência de acordo com o Irã, mas faz ressalva: 'Coisas ruins podem acontecer' (Jim WATSON /AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 14h20.

Última atualização em 19 de fevereiro de 2026 às 14h26.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 19, durante a primeira reunião de seu Conselho de Paz, em Washington, que é preciso “chegar a um acordo significativo” com o Irã, “caso contrário, coisas ruins podem acontecer”. A fala ocorre em meio ao aumento das movimentações diplomáticas e militares envolvendo os dois países.

"Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo". Em seguida, estabeleceu um horizonte temporal para novos desdobramentos: "Provavelmente descobrirão nos próximos dez dias". O prazo indicado pelo presidente delimita o período em que a Casa Branca deve avaliar os próximos passos em relação ao Irã.

"Agora é o momento de o Irã se juntar a nós em um caminho que complete o que estamos fazendo. E se eles se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente", afirmou o presidente.

Possível ataque?

As declarações foram feitas enquanto as Forças Armadas dos Estados Unidos executam um amplo deslocamento naval e aéreo no Oriente Médio, movimento que reforça o contexto de pressão diplomática.

Informações divulgadas nesta quinta-feira pela emissora CNN e pelo jornal The New York Times indicam que o Exército americano estaria preparado para lançar um ataque contra o Irã ainda neste fim de semana. Segundo os veículos, o presidente não formalizou uma decisão definitiva sobre autorizar a operação militar.

No mesmo cenário de tensão, Trump voltou a afirmar que "não podemos continuar ameaçando a estabilidade de toda a região e devemos chegar a um acordo". A fala reforça o discurso oficial da Casa Branca de priorizar uma solução negociada, apesar da mobilização das forças militares.

O presidente também mencionou as iniciativas conduzidas pelo enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e por seu genro, Jared Kushner, nas tratativas com representantes iranianos. Segundo Trump, "Eles estão se reunindo e têm uma boa relação com os representantes do Irã. Boas conversas estão sendo realizadas".

(Com informações da agência EFE)

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