Repórter
Publicado em 2 de março de 2026 às 14h31.
Última atualização em 2 de março de 2026 às 15h02.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 2, que as forças americanas projetaram um conflito de “quatro a cinco semanas” com o Irã, mas indicou que a operação pode se estender além desse prazo.
Em coletiva de imprensa, o republicano afirmou que o cronograma inicial já foi superado.
"Já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar, nós sempre faremos... e temos feito isso desde o início, projetamos de 4 a 5 semanas, mas temos capacidade para ir muito além disso", declarou.
O presidente afirmou que o planejamento inicial previa duração limitada, mas ressaltou que os Estados Unidos dispõem de estrutura para manter a operação por período superior ao estimado.
O pronunciamento de Trump reforça a disposição do governo americano de sustentar a atuação militar conforme a evolução do conflito.
A declaração ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã e amplia o sinal de que a Casa Branca considera cenários de prolongamento da operação. Trump reiterou que a condução da guerra seguirá “custe o que custar”, como declarou na coletiva.
Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.
Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.
Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.
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