De La Espriella: o novo presidente eleito da Colômbia tem plano de governo centrado na aproximação a Washington e combate ao narcotráfico (Vanessa Romero/AFP)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 22 de junho de 2026 às 17h12.
Última atualização em 22 de junho de 2026 às 17h20.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira, 22, o novo presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, após a vitória nas eleições contra o esquerdista Iván Cepeda.
"Parabéns a “El Tigre” (o tigre!) Abelardo de la Espriella, o novo Presidente da Colômbia! Foi uma grande honra apoiá-lo e espero trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida entre a Colômbia e os Estados Unidos da América, que trará novos patamares de grandeza para ambos os países!"
Sem experiência prévia em cargos eletivos, De la Espriella derrotou por menos de um ponto percentual o senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. O resultado encerra o ciclo iniciado em 2022, quando a esquerda chegou ao poder pela primeira vez na história do país.
No início do mês, Trump declarou apoio ao candidato da direita. Em uma postagem na rede Truth Social, Trump disse que Espriella é "um líder inteligente, forte e determinado" e declarou seu apoio. "Os resultados desta eleição são muito importantes para o futuro da Colômbia e para sua relação com os Estados Unidos. Devido às suas enormes realizações na vida e ao seu apoio político pessoal, é uma honra conceder a Abelardo meu apoio total e irrestrito", escreveu.
A manifestação de Trump foi seguida por declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Durante uma audiência na Câmara dos Representantes desta quarta-feira, Rubio afirmou que Washington trabalhará para garantir que o segundo turno colombiano ocorra de forma "livre e justa".
"Seremos muito firmes em garantir que haja uma eleição justa e livre na Colômbia e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que assim seja", declarou o chefe da diplomacia americana, segundo a EFE.
De la Espriella agradeceu o que chamou de "apoio decisivo" de Trump e prometeu que, se for eleito para suceder Petro, manterá uma relação com os Estados Unidos "como nunca antes". O candidato também defende uma política de linha-dura contra guerrilhas e grupos narcotraficantes, com apoio dos Estados Unidos.
Trump já declarou apoio a outros políticos de direita em processos eleitorais na América Latina. Entre os exemplos recentes estão o presidente argentino, Javier Milei, durante eleições legislativas em seu país, além de acenos ao presidente chileno, José Antonio Kast, e ao hondurenho Nasry Asfura.
O principal eixo do novo governo será o combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais.
A Colômbia segue como a maior produtora mundial de cocaína e convive com a atuação de guerrilhas, dissidências e organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Durante a campanha, De la Espriella prometeu lançar um "Plano Colômbia II", em referência ao programa de cooperação entre Bogotá e Washington que marcou o início dos anos 2000.
Entre as propostas apresentadas estão bombardeios contra grupos armados, retomada da erradicação de cultivos ilícitos com herbicidas e ampliação da cooperação militar com os Estados Unidos.
O presidente eleito também defende a integração da Colômbia à aliança internacional de combate ao crime organizada pelos Estados Unidos e liderada pelo presidente Donald Trump.
"Não haverá zonas proibidas para o Estado, não haverá criminosos impunes e intocáveis. Não haverá organizações acima da Constituição e da lei", afirmou após a divulgação do resultado eleitoral.