Repórter
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 16h51.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 20, que foi o maior responsável pela sobrevivência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar ocidental liderada por Washington.
A declaração foi publicada na rede social Truth Social como resposta às recentes críticas de países europeus.
“Se eu não tivesse chegado, agora a Otan não existiria! Teria sido relegada ao esquecimento da história”, escreveu Trump. “Nenhuma pessoa nem presidente fez mais pela Otan do que Donald J. Trump”, completou o republicano.
A postagem ocorre em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e os países do norte da Europa, após ameaças do governo norte-americano de impor tarifas comerciais.
Premiê da Groenlândia diz que população deve se preparar para possível invasão dos EUANeste sábado, 17 de janeiro, Trump anunciou que oito países — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia — passarão a pagar uma tarifa de 10% sobre todos os produtos exportados aos EUA a partir de fevereiro. A alíquota subirá para 25% em 1º de junho.
Os países citados reforçaram sua presença militar na Groenlândia, ilha do Ártico sob domínio da Dinamarca, após ameaça do governo Trump sobre possíveis ações para anexação do território pelos Estados Unidos.
Desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem reiterado que a posse da Groenlândia é estratégica para a segurança nacional dos EUA. Nas últimas semanas, as declarações ganharam tom mais direto: o presidente afirmou que o país “tomará posse da Groenlândia, por bem ou por mal”, reacendendo críticas na diplomacia europeia.
A Groenlândia é um território autônomo sob soberania dinamarquesa, localizado em uma região de interesse geopolítico crescente por conta da navegação no Ártico e da exploração de recursos naturais. A intenção de compra da ilha havia sido manifestada por Trump em 2019, mas reprovada publicamente pela Dinamarca.
Após os anúncios, líderes da União Europeia, bloco político e econômico de 27 países, voltaram a discutir a suspensão da ratificação do acordo comercial firmado com Washington em 2025.
A medida pode ser acompanhada pelo uso do instrumento anticoerção, também chamado de bazuca comercial, mecanismo que autoriza sanções unilaterais contra parceiros considerados agressivos.
As reações indicam que os atritos entre Estados Unidos e aliados europeus poderão se intensificar, com impacto direto sobre as cadeias comerciais e os acordos de defesa conjunta.
(Com informações da agência EFE)