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Trump fala em 'assumir controle' de Cuba após ação no Irã

Presidente dos EUA diz que concluirá “trabalho” no Irã antes de mirar a ilha; governo amplia sanções e eleva pressão sobre Havana

Donald Trump, presidente dos EUA (Andrew Harnik/AFP)

Donald Trump, presidente dos EUA (Andrew Harnik/AFP)

Publicado em 2 de maio de 2026 às 08h46.

Última atualização em 2 de maio de 2026 às 08h51.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 1º, que pretende “assumir o controle” de Cuba “quase imediatamente” e disse que, antes disso, concluirá o “trabalho” no Irã.

Segundo a EFE, agência de notícias, a declaração foi feita durante discurso em um jantar privado do Forum Club, em West Palm Beach, na Flórida.

Segundo Trump, após uma eventual ação no Irã, seria possível deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Caribe, posicionando-o próximo ao litoral cubano.

Em tom retórico, afirmou que, nessa situação, os habitantes da ilha reagiriam com um “muito obrigado, nos rendemos”.

O evento ocorreu em um encontro fechado do Forum Club, tradicional espaço de articulação entre políticos, empresários e lideranças públicas na Flórida, onde o republicano participou como principal convidado.

Trump em Cuba

Na sexta-feira, o governo americano ampliou as sanções contra Cuba, com foco em setores considerados estratégicos da economia local, como energia, defesa, mineração e serviços financeiros.

Pela ordem executiva assinada, indivíduos e empresas que atuem nesses segmentos ou mantenham relações com o governo de Havana poderão ter ativos bloqueados nos Estados Unidos.

Ainda nesta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a atuação de serviços de inteligência de países considerados adversários em proximidade com o território americano. Segundo ele, a gestão Trump não aceitará esse tipo de movimentação.

No Congresso, o Senado dos Estados Unidos rejeitou, na terça-feira, uma proposta apresentada por democratas que buscava restringir eventuais ações militares contra Havana.

Desde janeiro, a Casa Branca tem intensificado a pressão sobre o governo cubano, incluindo medidas como restrições ao fornecimento de petróleo.

Trump também voltou a mencionar, em diferentes ocasiões, a possibilidade de promover uma mudança de regime na ilha.

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