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Trump diz que cessar-fogo com o Irã está 'por um fio' após rejeitar contraproposta

Acordo enfrenta episódios de instabilidade, com acusações mútuas de violações entre Washington e Teerã

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos não concordou com as condições do Irã para cessar-fogo (Andrew Harnik/AFP)

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos não concordou com as condições do Irã para cessar-fogo (Andrew Harnik/AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 11 de maio de 2026 às 13h45.

Última atualização em 11 de maio de 2026 às 13h45.

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O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 11, que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã atravessa seu momento mais delicado desde o início da trégua, após Teerã enviar uma contraproposta considerada “inaceitável” pela Casa Branca nas negociações para encerrar o conflito.

Segundo Trump, o acordo, que completa um mês, está “incrivelmente frágil”. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Salão Oval.

"Eu diria que está no seu pior momento, depois de ler aquele lixo que nos enviaram — eu nem terminei de ler", afirmou o presidente norte-americano.

Trump também comparou a situação do cessar-fogo a um quadro clínico grave: "Eu diria que o cessar-fogo está em estado crítico, como se o médico entrasse e dissesse: 'Senhor, seu ente querido tem aproximadamente 1% de chance de sobreviver'", declarou.

Negociações e trégua frágil

A trégua teve início em 8 de abril, logo após Trump ameaçar destruir “toda a civilização” iraniana caso não houvesse um acordo. O cessar-fogo havia sido previsto inicialmente para durar duas semanas, mas acabou prorrogado unilateralmente pelos Estados Unidos em 21 de abril.

Desde então, o acordo enfrenta episódios de instabilidade, com acusações mútuas de violações entre Washington e Teerã.

Ao anunciar o entendimento, em 7 de abril, Trump condicionou o acordo à reabertura imediata do Estreito de Ormuz pelo Irã. A região é considerada uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e permaneceu praticamente fechada desde o início da guerra.

Vista de satélite do Estreito de Ormuz com linhas gráficas brancas representando rotas marítimas globais e tráfego marítimo entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Conceito estratégico de transporte de petróleo

Estreito de Ormuz: abertura da rota de escoamento do petróleo segue incerta. (GettyImages)

Com a retomada parcial do fluxo marítimo abaixo dos níveis anteriores ao conflito, Trump determinou um bloqueio naval norte-americano no Golfo de Omã para restringir a movimentação de embarcações ligadas ao Irã.

Mesmo com o cessar-fogo em vigor, ataques continuaram sendo registrados na região. Na última semana, o Irã lançou ofensivas contra os Emirados Árabes Unidos, enquanto forças iranianas e americanas trocaram disparos no Estreito de Ormuz. O Pentágono também informou ter atingido dois petroleiros de bandeira iraniana.

Na semana passada, integrantes do governo dos Estados Unidos afirmaram que o cessar-fogo permanecia válido enquanto aguardavam uma resposta oficial de Teerã sobre a proposta americana para encerrar o conflito e iniciar novas negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano.

No domingo, Trump afirmou na rede Truth Social que recebeu a resposta iraniana.

"Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!", escreveu o presidente.

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