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Trump adia ultimato ao Irã por cinco dias após 'conversas construtivas'

Presidente dos EUA afirmou que "instruiu o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas"

Donald Trump: presidente dos EUA volta atrás em ultimato ao Irã (Roberto Schmidt/Getty Images)

Donald Trump: presidente dos EUA volta atrás em ultimato ao Irã (Roberto Schmidt/Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 23 de março de 2026 às 08h22.

Última atualização em 23 de março de 2026 às 08h31.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 23, que irá adiar o ultimato ao Irã após ter conversas "construtivas" com as autoridades do país.

Em seu perfil no Truth Social, o americano afirmou que "instruiu o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas" pelo novo período "com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana".

"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio", disse Trump.

A exigência foi feita por Trump no sábado, 21, com prazo inicial de 48h, após o bloqueio parcial da passagem marítima, considerada uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A restrição no fluxo de navios-tanque elevou a tensão geopolítica e pressionou os preços internacionais da energia.

Caso o prazo não fosse cumprido, Trump inicialmente ameaçou ordenar ataques contra usinas de energia do Irã, ampliando o escopo das ações militares em curso na região.

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do comércio global de petróleo, e qualquer interrupção prolongada tem impacto direto no abastecimento energético e na estabilidade dos mercados.

Autoridades iranianas rejeitaram o ultimato e indicaram que podem responder com ataques a infraestruturas estratégicas ligadas aos Estados Unidos e seus aliados, o que amplia o risco de um conflito regional de maior escala.

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