Donald Trump: presidente dos EUA condenou a falta de apoio do governo da Espanha na guerra contra o Irã e ameaçou cortar relações comerciais com o país europeu (Roberto Schmidt/Getty Images)
Repórter
Publicado em 11 de março de 2026 às 19h46.
Última atualização em 11 de março de 2026 às 19h50.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o governo a Espanha nesta quarta-feira, 11, por “não cooperar de forma alguma” na guerra contra o Irã. Diante das divergências com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o republicano voltou a ameaçar interromper relações comerciais com o país europeu.
Em coletiva de imprensa, o líder americano criticou a postura do governo espanhol e classificou a atuação de Madri como “má” diante da operação militar conduzida com Israel contra o regime de Teerã.
Trump também afirmou que a participação espanhola no conflito não atende às expectativas de Washington.
“Acho que eles não estão cooperando de forma alguma. Acho que se comportaram muito mal, muito mal. Talvez cortemos o comércio com a Espanha”, disse Trump ao comentar a colaboração do país europeu na ofensiva contra o Irã.
No 12º dia da guerra, Irã alerta o mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barrilO presidente norte-americano também direcionou críticas ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao tratar da política de defesa dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo Trump, Madri não cumpriu a meta defendida pelos aliados de destinar 5% do produto interno bruto, indicador que mede a produção econômica de um país, para gastos militares.
“Eles estão protegidos, mas não querem pagar sua parte justa. O povo da Espanha é fantástico. A liderança não é tão boa”, declarou Trump.
O presidente norte-americano já havia condenado o posicionamento do governo espanhol na semana anterior por não autorizar o uso das bases militares de Rota e Morón em ataques contra o Irã.
Trump mencionou a possibilidade de interromper o comércio com a Espanha e impor um embargo ao país.
Sánchez reagiu às declarações e classificou como “erro” as operações militares no Irã. O premiê afirmou que os ataques podem gerar consequências relevantes e declarou “admiração” pela sociedade americana e “respeito” pela presidência dos Estados Unidos.
A Espanha abriga instalações utilizadas pelos Estados Unidos e pela Otan dentro da arquitetura de defesa do Mediterrâneo. Entre os principais pontos estão a base naval de Rota e a base aérea de Morón, estruturas empregadas em operações militares, atividades logísticas e deslocamentos rápidos da aliança na Europa, na África e no Oriente Médio.
Após o início dos ataques contra o Irã, o governo espanhol enviou a fragata Cristóvão Colombo ao Chipre para reforçar a “defesa e segurança coletiva” das nações europeias.