(Reprodução/USGS)
Repórter
Publicado em 21 de abril de 2026 às 08h01.
Um forte terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter atingiu o norte do Japão nessa segunda-feira, 20, às 16h do horário local. Os tremores atingiram a prefeitura de Iwate, na costa norte do país, de acordo com a Agência Metereológica do Japão (JMA). Autoridades japonesas emitiram um alerta subsequente de tsunami, e estimam ondas de até 3 metros.
Apesar da intensidade do terremoto, autoridades ainda não reportaram mortes, ferimentos, ou danos significativos a propriedades. A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) não reportou danos à infraestrutura nuclear japonesa, uma preocupação que segue viva após o desastre de Fukushima, em 2011.
Segundo a Agência Japonesa de Gestão de Incêndios e Desastres, os municípios da região afetada emitiram alertas de evacuação não obrigatória para mais de 182 mil moradores. A agência meteorológica afirmou que "a probabilidade de ocorrência de um novo terremoto de grande magnitude é relativamente maior do que o normal".
Subsequentemente, o órgão reiterou que alertas sobre a possibilidade de outro terremoto refletiam apenas um risco elevado, e não forneceu previsões específicas. Em luz dos baixos danos imediatos, os alertas para as áreas afetadas no norte do Japão gradualmente foram rebaixados para recomendações não compulsórias.
As informações para a população no site do NKH, a emissora pública japonesa, indicam:
"Se você estiver nas áreas afetadas, mantenha-se afastado da costa e da foz de rios que possam transbordar. Continue evacuando até que todos os avisos sejam suspensos. Pode haver algumas alterações no nível do mar, mas não há risco de danos causados por tsunami. As ondas podem ficar muito mais altas do que o esperado."
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, já anunciou que o governo organizará uma equipe de administração de crises, a fim de ajudar civis e medir os danos causados.
“Para aqueles que moram em áreas para as quais os alertas foram emitidos, por favor, evacuem para locais mais altos e seguros, como terrenos mais elevados”, disse Takaichi a repórteres locais.
A JMA alerta que ondas de até três metros podem atingir partes da costa norte do arquipélago imediatamente, orientando para que civis “evacuem imediatamente as regiões costeiras e ribeirinhas para um local mais seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação”, em alerta oficial.
“Espera-se que ondas de tsunami atinjam a costa repetidamente. Não saia de áreas seguras até que o alerta seja suspenso”, diz o comunicado.
O Japão está entre as nações mais suscetíveis a terremotos no mundo, por se localizar no Anel de Fogo do Pacífico, uma extensa zona de intensa atividade sísmica onde diversas placas tectônicas se encontram.
O país registra, em média, cerca de 1.500 tremores por ano, concentrando aproximadamente 18% da atividade sísmica global.
A lembrança do terremoto e tsunami de Tōhoku de 2011, de magnitude 9, segue viva. O desastre natural atingiu o nordeste japonês, deixando cerca de 18.500 mortos e desencadeando o acidente nuclear na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, considerado um dos mais graves da história recente.
Nos últimos anos, autoridades japonesas têm intensificado os alertas sobre o risco de um grande terremoto na região da Fossa de Nankai, uma trincheira submarina de aproximadamente 800 quilômetros ao sul do país, onde a placa do Mar das Filipinas subducta sob a placa continental.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) chegou a emitir alertas incomuns de “megaterremoto” em 2024 e novamente em dezembro do ano passado, após uma sequência de fortes tremores submarinos elevar as preocupações sobre a possibilidade de um evento sísmico de grandes proporções.