Estreito de Ormuz: navios aguardam liberação para cruzar passagem após cessar-fogo (GettyImages)
Repórter
Publicado em 8 de abril de 2026 às 05h53.
Cerca de 25 superpetroleiros seguem ancorados nas proximidades do Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
Dados de rastreamento marítimo indicam que as embarcações — com capacidade média de cerca de 2 milhões de barris cada — permanecem paradas no Golfo, à espera de condições seguras para atravessar a rota, considerada uma das mais estratégicas para o transporte global de petróleo.
Apesar de Teerã ter concordado em reabrir o estreito como parte do acordo mediado entre os países, ainda há falta de clareza sobre como será garantida a segurança da navegação, segundo o Financial Times.
Antes do cessar-fogo, o Irã vinha restringindo a passagem, liberando apenas algumas embarcações de países considerados aliados.
A maior parte dos navios ancorados tem como destino mercados asiáticos, como Índia e China, além de outros pontos do Golfo.
Tanto Índia quanto China já haviam firmado acordos prévios com Teerã para permitir a passagem de parte das embarcações, mas o fluxo segue limitado enquanto persistem incertezas operacionais.
A retenção dos superpetroleiros reforça o risco para o abastecimento global e mantém pressão sobre os preços do petróleo, em um momento de instabilidade na região.
O Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do comércio marítimo de petróleo, e qualquer interrupção prolongada tende a afetar diretamente a logística e os custos da energia no mundo.