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Sobe para 332 o número de desaparecidos por erupção de vulcão na Guatemala

Dos 113 mortos, três perderam a vida nos Estados Unidos e no México, onde se recuperavam das queimaduras. Dos 110 restantes, 85 já foram identificados

Guatemala: atuação das autoridades em relação à emergência, na qual não houve ordem de evacuação, foi questionada várias vezes (Luis Echeverria/Reuters)

Guatemala: atuação das autoridades em relação à emergência, na qual não houve ordem de evacuação, foi questionada várias vezes (Luis Echeverria/Reuters)

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EFE

Publicado em 4 de julho de 2018 às 16h48.

Última atualização em 4 de julho de 2018 às 19h26.

Cidade da Guatemala - A Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred) da Guatemala elevou nesta quarta-feira para 332 o número de pessoas desaparecidas pela erupção do vulcão de Fogo no dia 3 de junho, uma catástrofe que deixou pelo menos 113 mortos.

Depois de realizar a última análise, o órgão de defesa civil afirmou que o número de desaparecidos é de 332, e não os 197 informados após a explosão, que foi a maior dos últimos anos registrada na montanha situada a cerca de 50 quilômetros da capital guatemalteca.

O porta-voz da Conred, David de León, detalhou que após revisar 176.144 registros foi constatado este número de desaparecidos, dos quais 205 pertencem a San Miguel Los Lotes (uma das comunidades arrasadas), 102 são de El Rodeo, dez de Escuintla, oito de La Reina e sete de San José Las Lajas.

A entidade habilitou um espaço em seu site para que a população ofereça informações se souber do paradeiro de alguma pessoa que, "no momento da evacuação, decidiu se transferir para outro lugar", e assim iniciar o "procedimento de verificação correspondente".

O número de pessoas desaparecidas pela tragédia vem sendo questionado desde o início, quando as autoridades não conseguiram estabelecer um número, e também depois que foi anunciada a cifra de 197, já que, segundo moradores e sobreviventes, havia mais pessoas nas localidades atingidas.

Dos 113 mortos, três perderam a vida nos Estados Unidos e no México, onde se recuperavam das queimaduras. Dos 110 restantes, 85 já foram identificados pelo Instituto Nacional de Ciências Forenses, que continua trabalhando nos outros casos.

A atuação das autoridades em relação à emergência, na qual não houve ordem de evacuação, foi questionada várias vezes e levou o Ministério Público a iniciar uma investigação e um grupo de deputados denunciou Sergio Cabañas, secretário da Conred, por diversos crimes, entre eles homicídio culposo.

Além dos 332 desaparecidos e dos 113 mortos, a erupção do vulcão de Fogo deixou cerca de 50 feridos, enquanto mais de 3 mil pessoas tiveram que ser alojadas em abrigos e mais de 1,7 milhão foram afetadas pelo fenômeno em Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, e alguns deles perderam tudo.

O vulcão registra nesta quarta-feira a liberação de gases de cor branca que se dispersam para o leste e o nordeste gerando, pela instabilidade da cratera, avalanches fracas e moderadas nas encostas Ceniza, Las Lajas e El Jute.

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