WASHINGTON, DC - JANUARY 09: U.S. President Donald Trump takes questions from members of the media during a meeting with oil and gas executives in the East Room of the White House on January 9, 2026 in Washington, DC. Trump is holding the meeting to discuss plans for investment in Venezuela after ousting its leader Nicolás Maduro. (Photo by Alex Wong/Getty Images) (Alex Wong/Getty Images)
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 08h50.
Mais da metade dos norte-americanos desaprovam o desempenho de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. É o que aponta uma pesquisa do Washington Post-ABC News-Ipsos, divulgada no domingo, 22. O levantamento ouviu 2.589 pessoas entre 12 e 17 de fevereiro.
Ao todo, 39% dos participantes disseram aprovar o governo Trump. Outros 60%, por sua vez, afirmaram desaprovar o segundo mandato do republicano, com 47% indicando “forte desaprovação”.
Para eles, o político excedeu a autoridade do cargo, sobretudo em relação à deportação de imigrantes ilegais. A forma como Trump vem lidando com a economia e com as relações internacionais também foram criticadas.
Segundo o levantamento, a última vez que a desaprovação de Trump atingiu 60% foi após o ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Naquele dia, apoiadores do republicano invadiram o local numa tentativa frustrada de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2020, que deu vitória a Joe Biden.
Além disso, mais da metade dos norte-americanos (56%) afirmaram que Trump não tem saúde mental necessária para servir efetivamente como presidente — o maior número na pesquisa desde 2020, quando era de 52%.
Ao mesmo tempo, uma parcela ainda maior dos eleitores — 7 em cada 10 — diz que o republicano não é “honesto e confiável”, patamar igual ao estabelecido em janeiro de 2024.
A divulgação da pesquisa ocorre às vésperas do discurso do Estado da União. Na terça-feira, 24, Trump falará em uma sessão conjunta do Congresso, onde fará um balanço do primeiro ano de governo.
O levantamento será crucial para as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, com a renovação da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e de parte do Senado (35 das 100 cadeiras).