Rússia veta resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre anexações; Brasil e China se abstêm

O texto, proposto por Estados Unidos e Albânia, e submetido à votação dos 15 países-membros do Conselho, obteve 10 votos a favor, um contra (da Rússia) e quatro abstenções
A resolução condenava "os referendos ilegais", que "não têm validade" (Jasmin Merdan/Getty Images)
A resolução condenava "os referendos ilegais", que "não têm validade" (Jasmin Merdan/Getty Images)
A
AFP

Publicado em 30/09/2022 às 18:43.

Última atualização em 30/09/2022 às 18:57.

A Rússia vetou nesta sexta-feira, 30, no Conselho de Segurança da ONU, a resolução de condenação dos referendos de anexação, realizados por Moscou em quatro regiões da Ucrânia, em uma votação na qual Brasil, China, Gabão e Índia se abstiveram.

O texto, proposto por Estados Unidos e Albânia, e submetido à votação dos 15 países-membros do Conselho, obteve 10 votos a favor, um contra (da Rússia) e quatro abstenções.

A resolução condenava "os referendos ilegais", que "não têm validade" e "não podem formar a base de nenhuma alteração do status destas regiões", incluindo "qualquer pretensa anexação".

Quer receber os fatos mais relevantes do Brasil e do mundo direto no seu e-mail toda manhã? Clique aqui e cadastre-se na newsletter gratuita EXAME Desperta.

Também pedia que a Rússia "retire imediatamente, completamente e sem condições todas as suas forças militares" da Ucrânia.

Diante do "ato ilegal de anexar" territórios da Ucrânia, o Conselho devia dar uma "resposta", segundo havia pedido antes da votação a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

O representante russo, Vassily Nebenzia, considerou por sua vez que esta resolução é uma "ação hostil do Ocidente" e uma "provocação" e assegurou que os referendos "cumpriram as normas e os princípios da legislação internacional".

O texto agora seguirá para a Assembleia Geral da ONU, onde não há direito a veto, diferentemente do Conselho de Segurança, onde cinco membros permanentes Rússia, China, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha dispõem desta prerrogativa.

LEIA TAMBÉM:

Putin promete 'vitória' na Ucrânia após formalizar a anexação de quatro regiões

Chefe da Otan rejeita anexação "ilegal e ilegítima" de regiões da Ucrânia