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Renuncia chefe de polícia de cidade onde jovem foi morto

Segundo políticos consultados, trata-se de uma estratégia política, devido à controvérsia sobre um suposto racismo que norteou a ação da polícia no dia do crime

Miami - O chefe de polícia de Sanford, cidade onde ocorreu a morte polêmica do jovem negro Trayvon Martin, em fevereiro, demitiu-se do cargo nesta segunda-feira, depois das críticas a sua gestão, informaram as autoridades desta cidade da Flórida.

Bill Lee, chefe de polícia de Sanford, uma pequena cidade na periferia de Orlando, centro da Flórida (sudeste dos Estados Unidos), apresentou a demissão definitiva nesta segunda-feira depois de ter pedido afastamento do cargo no dia 22 de março. Os vereadores devem votar a favor ou contra sua demissão ainda hoje.

Segundo políticos consultados, trata-se de uma estratégia política, devido à controvérsia sobre um suposto preconceito racial que norteou a ação da polícia no dia do crime, 26 de fevereiro.

"A cidade passou por uma grande agitação nos últimos dois meses e esperamos estabilizar o departamento (de polícia) e dar continuidade a este processo", disse em comunicado o prefeito Norton N. Bonaparte.

O pedido de demissão foi apresentado horas depois de o vigia George Zimmerman, acusado de homicídio em segundo grau do jovem Martin, de 17 anos, pagar a fiança de 150.000 dólares e ser libertado.

Zimmerman deverá comparecer ao tribunal no próximo 8 de maio para ouvir as acusações formais contra ele, confirmou à AFP um funcionário da justiça da Flórida.

Uma vez fora da prisão, o vigia vai precisar, enquanto aguardar o julgamento, usar um equipamento eletrônico dotado de GPS, além de ser proibido de portar armas, ingerir bebida alcoólica ou de entrar em contato com a família da vítima.

Antes da decisão do magistrado, Zimmerman falou pela primeira vez publicamente no tribunal de Sanford, na sexta-feira, pedindo desculpas pela morte do jovem negro que voltava para casa após comprar doces.

"Estou desolado pela perda de seu filho. Não sabia a idade dele. Pensava que era um pouco mais jovem do que eu. Não sabia se estava armado ou não", disse ele aos pais da vítima presentes ao tribunal.

Após mais de um mês de polêmicos debates nos Estados Unidos sobre a discriminação racial que pode prevalecer neste caso, essa foi a primeira audiência para ouvir as partes, sobretudo o acusado, que se manteve por quase dois meses escondido depois de ter recebido ameaças de morte, segundo ele e sua família.

Diversas redes de televisão americanas mostraram Zimmerman vestido com uma calça jeans e um casaco marrom deixando a prisão em Sanford, Flórida (sudeste dos Estados Unidos) acompanhado de um homem não identificado.

As imagens apresentavam os dois homens chegando a um carro e depois partido em direção a um destino desconhecido.

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