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Reino Unido intercepta petroleiro ligado à frota fantasma russa no Canal da Mancha

Operação inédita britânica mirou o Smyrtos, navio com bandeira de Camarões que havia deixado porto russo em 5 de junho

Nesta foto divulgada pela Marinha Real britânica, comandos dos Fuzileiros Navais Reais detêm o petroleiro sancionado Smyrtos no Canal da Mancha, no domingo, 14 de junho de 2026. (Marinha Real britânica/Reprodução)

Nesta foto divulgada pela Marinha Real britânica, comandos dos Fuzileiros Navais Reais detêm o petroleiro sancionado Smyrtos no Canal da Mancha, no domingo, 14 de junho de 2026. (Marinha Real britânica/Reprodução)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 14 de junho de 2026 às 10h02.

O Reino Unido realizou no Canal da Mancha sua primeira operação do tipo contra um petroleiro associado à chamada frota fantasma russa. A ação foi conduzida por comandos da Marinha Real britânica, que desceram de helicópteros até a embarcação Smyrtos, segundo o Ministério da Defesa britânico.

Após a interceptação, o navio foi levado para a costa sul da Inglaterra, onde ficará retido e sob monitoramento enquanto autoridades conduzem uma investigação.

O governo britânico afirmou que a operação ocorreu em coordenação com a França, que já acompanhava embarcações ligadas à rede usada por Moscou para manter exportações de petróleo apesar das sanções ocidentais.

O Smyrtos navegava sob bandeira de Camarões, havia deixado o porto russo de Ust-Luga em 5 de junho e tinha como destino Port Said, no Egito, de acordo com o site de monitoramento marítimo MarineTraffic. O primeiro-ministro Keir Starmer disse que a ação representa “mais um golpe” contra a Rússia.

A frota fantasma é formada por centenas de petroleiros usados pela Rússia para transportar petróleo e derivados após as sanções impostas por países ocidentais desde a invasão da Ucrânia.

Essas embarcações costumam operar com propriedade pouco transparente, mudar de bandeira com frequência e adotar rotas ou estratégias que dificultam o rastreamento das cargas.

Zelensky defende confisco de cargas de petróleo russo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao governo britânico e à população do Reino Unido pelo que chamou de “firmeza baseada em princípios”. Em publicação na rede social X, ele afirmou que as receitas russas com petróleo e gás ajudaram a abrir caminho para a guerra.

Zelensky defendeu que a Europa adote medidas legais para permitir não apenas a detenção de petroleiros, mas também o confisco das cargas transportadas por embarcações ligadas ao petróleo russo. Para o líder ucraniano, decisões que reduzem os recursos financeiros de Moscou também limitam a capacidade da Rússia de manter a ofensiva militar.

Autoridades britânicas afirmaram que operações desse tipo atingem diretamente fontes de financiamento da guerra e reduzem a capacidade de Moscou de ameaçar a segurança da Europa e de outras regiões. A interceptação ocorre em meio ao esforço de países ocidentais para fechar brechas usadas pela Rússia para contornar restrições econômicas.

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