Reino Unido busca brasileiro misterioso que levou a variante da covid ao país

Corrida para localizar o portador da mutação brasileira do coronavírus inclui testagem em massa; governo estuda medidas mais restritivas nas fronteiras

Neste domingo, dia 28, o governo britânico informou que três casos da variante brasileira da Covid-19 foram identificados na Inglaterra e outros três, na Escócia. O alerta acendeu a luz amarela nas autoridades sanitárias. Falta encontrar um dos portadores da mutação do vírus -- cinco já foram rastreados. Todos estiveram no Brasil recentemente. O infectado misterioso, que pode ser um brasileiro, não preeencheu os dados pessoais no formulário solicitado pelas autoridades de saúde na chegada ao país.

Os passageiros que chegam ao Reino Unido são testados para a Covid-19 no aeroporto. É preciso informar o número de telefone para que as autoridades possam entrar em contato caso o resultado do exame dê positivo.

Dos três infectados na Inglaterra, dois têm um histórico de viagens frequentes ao Brasil. Ambos moram no condado de Gloucester, no sudoeste do país. Todas as pessoas com as quais eles têm contato já foram rastreadas e testadas para o coronavírus. "Há um terceiro portador da variante que até agora não conseguimos rastrear", disse o governo britânico no domingo. 

A corrida para encontrar o portador misterioso já começou. O governo vai fazer testagens em massa no condado de Gloucester e rastrear os passageiros de voos recentes do Brasil para o Reino Unido. As duas  pessoas infectadas pela variante que moram na Inglaterra estavam no voo Swiss Air LX318, que saiu de São Paulo no dia 10 de fevereiro. É importante mapear com quem os portadores da variante tiveram contato para que essas pessoas também sejam testadas e colocadas em quarentana, se necessário, para evitar que a nova cepa se espalhe.

A preocupação com a circulação da nova variante, considerada mais transmissível, acendeu o alerta máximo no Reino Unido. O governo britânico já estuda medidas mais restritivas em relação às fronteiras. Nesta segunda, dia 1º, o Ministério de Saúde deve se reunir com membros do Parlamento para atualizá-los sobre as últimas informações sobre a presença da P.1 no país e as providências necessárias para conter sua circulação.

Um estudo reente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que a carga viral das pessoas infectadas com a nova cepa pode ser dez vezes mais alta do que a encontrada em pacientes contaminados com versões anteriores do vírus. No Brasil, a P.1 já foi identificada em estados como o Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul.

 

 

 

 

 

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