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Quem é Viktor Bout, traficante de armas russo que foi trocado por Brittney Griner

Apelidado de "comerciante da morte", sua carreira no crime serviu de inspiração para o filme "O Senhor das Armas", com Nicolas Cage

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Laura Pancini

Publicado em 8 de dezembro de 2022, 13h37.

Última atualização em 8 de dezembro de 2022, 13h47.

Nesta quinta-feira, 8, a americana Brittney Griner, jogadora de basquete que ficou detida na Rússia por nove meses, foi libertada em uma troca de prisioneiros com o traficante de armas russo Viktor Bout, que estava preso há dez anos nos Estados Unidos.

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Bout foi um dos maiores traficantes de armas entre as décadas de 1990 e 2000. Ele foi preso na Tailândia em 2008 e condenado a 25 anos de prisão nos EUA. Em 2022, o criminoso completa 10 anos na cadeia.

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Apelidado de "comerciante da morte", sua carreira no crime serviu de inspiração para o filme "O Senhor das Armas", que tem Nicolas Cage no papel principal.

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Quem é Viktor Bout?

Hoje com 55 anos de idade, Viktor Bout é um cidadão russo nascido no Tadjiquistão, na época governado pelos soviéticos.

Foi ex-piloto e tradutor das Forças Armadas soviéticas. Após a queda da URSS, começou a trabalhar com transporte aéreo e lentamente construiu seu negócio de contrabando de armas, que iam da Europa Oriental para a África e o Oriente Médio pelos seus aviões.

Por que Viktor Bout foi preso?

Viktor Bout foi condenado a 25 anos de prisão em 2012, quatro anos após ser detido na Tailândia. Ele foi acusado de ajudar uma organização terrorista; conspiração para matar americanos e entrega de mísseis antiaéreos.

Segundo a britânica BBC News, existem relatos de que Bout traficava armas para a Al-Qaeda e o Talibã, o que ele nega.

Em contrapartida, Bout admitiu a participação em uma série de conflitos internacionais em entrevista ao UK's Channel 4 News no ano de 2009. Alguns deles são:

  • Envio de armas ao Afeganistão para pessoas lutarem contra o Talibã durante a década de 1990;
  • Transporte de mercadorias para Ruanda após o genocídio em 1994, um pedido do governo da França;
  • Fornecimento de armas para os dois lados da guerra civil na Angola;
  • Fornecimento de armas para governos da República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Sudão e Líbia.

(Com AFP)

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