Repórter
Publicado em 1 de dezembro de 2025 às 21h12.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou a tomada da cidade ucraniana de Pokrovsk, que permitirá que as forças armadas russas sigam com suas operações ofensivas na Ucrânia. O anúncio do Kremlin foi transmitido para todo o país, segundo informações da agência Reuters.
"Essa é uma direção estratégica essencial. Todos compreendemos sua importância. Isso permitirá que cumpramos as metas que estabelecemos no início da operação militar especial", afirmou Putin durante uma visita a um posto de comando.
A Rússia tem se referido à sua invasão da Ucrânia, que já dura mais de três anos e meio, como uma "operação militar especial".
"As forças armadas russas continuam a manter a iniciativa com determinação e seguem cumprindo as tarefas da operação. Estamos avançando em quase todas as frentes", disse Putin.
Segundo o presidente russo, a Ucrânia não foi capaz de conter os avanços das forças russas. Ele também ressaltou os sucessos obtidos no sul, especialmente na região de Zaporizhzhia.
Além disso, Putin caracterizou as grandes perdas das forças ucranianas nos combates como "uma tragédia para o povo ucraniano".
O líder do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia e principal negociador ucraniano nos diálogos com os Estados Unidos para o fim do conflito, Rustem Umerov, afirmou que as conversas realizadas em Miami nesta segunda-feira resultaram em “avanços significativos”, embora ainda necessitem de “ajustes”.
Recentemente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que enfrenta um escândalo de corrupção em seu governo, expressou confiança de que o diálogo com os Estados Unidos possa acelerar a possibilidade de um cessar-fogo.
Durante dois dias muito produtivos nos EUA, alcançamos avanços significativos, embora alguns pontos ainda precisem de ajustes", afirmou Umerov em uma publicação nas redes sociais, na qual acrescentou ter concordado com os representantes americanos em manter um contato “constante”.
Este foi o segundo dia consecutivo de negociações entre os representantes de Kiev e o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff. Fontes próximas à agência AFP indicaram que “ainda havia questões a serem discutidas”. Zelensky tem uma reunião marcada com Umerov na terça-feira, na Irlanda, enquanto Witkoff deverá chegar a Moscou no mesmo dia para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, de acordo com as mesmas fontes.
Após o encontro de domingo, que durou várias horas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em declarações à imprensa que as conversas foram altamente produtivas e que houve progressos. No entanto, ele também reconheceu que “ainda há muito trabalho a ser feito”.
"É uma situação delicada. É complicada. Há muitas variáveis envolvidas e, obviamente, há outra parte que terá de fazer parte do processo, e isso continuará ao longo desta semana", disse Rubio. "Penso que existe aqui uma visão partilhada de que não se trata apenas de pôr fim à guerra, o que é muito importante, mas sim de garantir o futuro da Ucrânia, um futuro que esperamos que seja mais próspero do que jamais foi".