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Putin admite veracidade dos Panama Papers

o presidente russo argumentou, contudo, que os documentos não revelam qualquer ilegalidades


	Vladimir Putin: ele argumentou, contudo, que os documentos não revelam qualquer ilegalidades
 (Clive Mason/Getty Images)

Vladimir Putin: ele argumentou, contudo, que os documentos não revelam qualquer ilegalidades (Clive Mason/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 14 de abril de 2016 às 14h38.

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O presidente russo Vladimir Putin reconheceu nessa quinta-feira a veracidade dos "Panama Papers", em que aparecem citadas pessoas muito próximas a ele.

Putin argumentou, contudo, que os documentos não revelam qualquer ilegalidades e acusou os Estados Unidos de estarem por trás dessas "provocações".

"Embora pareça estranho, essa informação é confiável. Mas se tem a impressão de que não vem de jornalistas, e sim de juristas", disse Putin durante uma sessão de perguntas e respostas retransmitida por televisão.

"Concretamente não acusam ninguém de nada", afirmou.

Segundo Putin essa investigação, que revelou a existência de milhares de sociedades em paraísos fiscais no nome de políticos e personalidades do mundo, só tenta criar uma "confusão" sobre as atividades de seus amigos, dando a entender que "beneficiam o presidente".

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que obteve documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, várias pessoas próximas a Putin, entre elas o violinista Serguei Rolduguin, esconderam no exterior cerca de 2 bilhões de dólares (1,75 bilhão de euros).

"Quem faz essas provocações? Sabemos que se trata de funcionários de organizações oficiais americanas", disse Putin, destacando que o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, o primeiro a receber os documentos vazados, "pertence a uma holding de meios de comunicação do grupo financeiro americano Goldman Sachs".

Putin defendeu novamente seu amigo Rolduguin, que conhece desde os anos 1970, e garantiu que no ele "não tem nada" e que, inclusive, está endividado.

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