Mundo

Primeira-ministra do Japão vai convocar eleições antecipadas

Decisão pode ocorrer já no primeiro dia da sessão ordinária da Dieta, em 23 de janeiro

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 10h45.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, planeja dissolver o Parlamento imediatamente após a abertura da sessão ordinária da Dieta, marcada para 23 de janeiro, com o objetivo de convocar eleições antecipadas.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 14, pelo Partido Liberal Democrata (PLD) e o Partido da Inovação (Ishin), seu aliado de coalizão.

De acordo com as legendas, Takaichi comunicou a intenção durante uma reunião com o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, e com os líderes do Ishin, Hirofumi Yoshimura e Fumitake Fujita. A dissolução da Câmara dos Representantes ocorreria ainda no primeiro dia da sessão legislativa.

“A primeira-ministra Takaichi comunicou sua intenção de dissolver a Câmara dos Representantes durante a sessão ordinária da Dieta”, afirmou Suzuki a jornalistas, em declarações reproduzidas pela emissora pública japonesa NHK. Yoshimura disse que a chefe de governo deve explicar os motivos da decisão em entrevista coletiva na próxima segunda-feira.

A confirmação encerra dias de especulações na imprensa japonesa sobre a possibilidade de eleições antecipadas. Segundo a agência Kyodo, caso a dissolução ocorra em 23 de janeiro, a campanha eleitoral pode começar em 27 de janeiro ou em 3 de fevereiro, com votação prevista para 8 ou 15 de fevereiro.

O governo de Takaichi, a primeira mulher a liderar o Japão, registra alto índice de aprovação. Pesquisa divulgada na terça-feira pela NHK aponta apoio de até 62%, patamar relativamente estável desde que ela assumiu o cargo, em outubro do ano passado, após a renúncia de Shigeru Ishiba.

Atualmente, o PLD e seus aliados mantêm maioria mínima de apenas um assento na Câmara Baixa, considerada a mais importante da Dieta, e estão em minoria na Câmara Alta, após uma sequência de derrotas eleitorais durante a gestão Ishiba.

A possibilidade de dissolução antecipada, que contraria negativas anteriores da própria Takaichi, provocou críticas da oposição. Partidos oposicionistas alertam que a medida pode atrasar a aprovação do orçamento inicial para o ano fiscal de 2026, que começa em abril, em um cenário de inflação persistente e crescimento lento dos salários.

“Não entendo a dissolução da Dieta, que interromperá as deliberações sobre o orçamento do novo ano fiscal. É uma dissolução irracional”, afirmou Jun Azumi, secretário-geral do opositor Partido Democrático Constitucional.

Acompanhe tudo sobre:JapãoEleições

Mais de Mundo

Senado aprova reforma trabalhista de Milei na Argentina

Câmara dos EUA aprova proposta para barrar tarifas de Trump contra o Canadá

Rússia confirma bloqueio do WhatsApp após acusação da Meta

WhatsApp denuncia tentativa de bloqueio completo na Rússia, diz agência