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Premiê do Japão dissolve a Câmara para convocar eleições em 8 de fevereiro

Sanae Takaichi espera conseguir traduzir sua popularidade em mais cadeiras na Casa após chegar ao poder há três meses

Sanae Takaichi: a política foi eleita no último dia 21 de outubro para liderar o Japão (Eugene Hoshiko /AFP)

Sanae Takaichi: a política foi eleita no último dia 21 de outubro para liderar o Japão (Eugene Hoshiko /AFP)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 11h39.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolveu nesta sexta-feira, 23, a Câmara dos Representantes do Parlamento e convocou eleições antecipadas para 8 de fevereiro. A decisão ocorre três meses após sua chegada ao poder, em um movimento para tentar converter sua popularidade em mais cadeiras na Casa.

“De acordo com o artigo 7 da Constituição, a Câmara está dissolvida”, declarou o presidente da Câmara dos Representantes, Fukushiro Nukaga, logo no início da sessão, às 13h no horário local (1h de Brasília). Poucos minutos após o anúncio, o plenário foi esvaziado.

Takaichi havia anunciado na última segunda-feira a intenção de antecipar as eleições gerais, medida que classificou como “muito difícil”. A dissolução formalizada nesta sexta dá início ao processo eleitoral.

Apesar de registrar alto índice de aprovação, o governo da primeira-ministra opera com uma maioria apertada de apenas um assento na Câmara dos Representantes, a mais importante das duas Casas do Parlamento japonês. No Senado, o Executivo está em minoria.

Com a dissolução, começa uma campanha eleitoral curta, de apenas 16 dias, até a realização das eleições antecipadas, marcadas para 8 de fevereiro.

Os planos de Takaichi para o Parlamento

Ao anunciar sua intenção de convocar as eleições na segunda-feira, Takaichi declarou que sua meta é conquistar a maioria entre o Partido Liberal Democrático (PLD), que ela lidera, e seu novo parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão (Ishin).

Com 465 cadeiras em disputa na Câmara, a maioria simples implica que o PLD e o Ishin devem obter, juntos, 233 parlamentares.

"Vamos nos esforçar na busca pela maioria na coalizão e, além disso, pela estabilidade política", afirmou à rede de televisão parlamentar o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, após a dissolução.

Suzuki também insistiu que as eleições, apresentadas pela própria Takaichi como um referendo sobre sua liderança, são necessárias para consolidar o aumento do gasto público proposto pelo governo para impulsionar a estagnada economia japonesa.

A primeira-ministra chegou ao poder após vencer as primárias do governante PLD em outubro do ano passado, motivadas pela renúncia de seu antecessor, Shigeru Ishiba, após sucessivas derrotas eleitorais.

A líder conservadora deverá enfrentar a Aliança Reformista Centrista, uma nova legenda criada pela união entre o Partido Democrático Constitucional (PDC), principal força da oposição, e o budista Komeito, que foi parceiro de coalizão do PLD por mais de 20 anos e rompeu com o partido governante após a eleição de Takaichi como líder.

*Com informações da EFE

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