Segundo turno polarizado: o socialista António José Seguro e o candidato da ultradireita, André Ventura, devem se enfrentar novamente nas urnas no dia 8 de fevereiro (twinsterphoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 17h39.
Última atualização em 18 de janeiro de 2026 às 17h43.
A eleição presidencial em Portugal caminha para um segundo turno polarizado entre o socialista António José Seguro e o candidato da ultradireita, André Ventura. Projeções divulgadas à boca de urna indicam que Seguro terminou a primeira volta na liderança, enquanto Ventura aparece logo atrás, ambos com passagem praticamente assegurada para a etapa decisiva do pleito.
Com 61% das urnas apuradas, os dados oficiais também confirmam a tendência apontada pelas projeções: Seguro soma 30,07% dos votos, enquanto Ventura registra 26,61%. Os demais candidatos aparecem mais distantes, e a contagem ainda não foi concluída.
A boca de urna da Universidade Católica de Lisboa, divulgada pela RTP, reforça o cenário de segundo turno entre os dois candidatos. O levantamento atribui a Seguro entre 30% e 35% dos votos, e a Ventura entre 20% e 24%. Cotrim Figueiredo aparece em terceiro, com uma faixa estimada de 17% a 21%, seguido por Gouveia e Melo, com 11% a 14%, e Marques Mendes, com 8% a 11%.
Caso se confirme, a ida de António José Seguro ao segundo turno representa uma virada significativa ao longo da campanha. Em pesquisas realizadas em agosto do ano passado, o socialista aparecia com cerca de 10% das intenções de voto, bem atrás de Marques Mendes, Ventura e Gouveia e Melo, que disputavam a liderança.
No decorrer da campanha, apenas o candidato da ultradireita conseguiu manter desempenho consistente.
Seguro e Ventura devem se enfrentar novamente nas urnas no dia 8 de fevereiro. A disputa ocorre em um contexto de alta mobilização do eleitorado. O comparecimento às urnas foi o maior em duas décadas, com estimativas de abstenção entre 35% e 40%. Em 2021, em meio à pandemia da Covid-19, mais da metade dos eleitores deixou de votar.
Outro dado que chama atenção nesta eleição é o aumento no número de votos nulos. Com cerca de 48% da apuração concluída, 1,41% dos votos já haviam sido anulados — percentual superior ao registrado na eleição presidencial de 2021, quando o índice final foi de 1,07%.