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Por que crescem os riscos de guerra contra o Irã em 2012

Probabilidade de um combate pode se tornar iminente na medida em que a comunidade internacional aplica barreiras comerciais contra Teerã devido ao programa nuclear

São Paulo – A Marinha do Irã confirmou nesta segunda-feira que lançou com sucesso um míssil de longo alcance terra-mar nas manobras navais que realiza no Golfo Pérsico, justo em um momento em que cresce a ameaça de um combate contra Teerã por conta do programa nuclear iraniano.

O Irã já tinha anunciado ontem um teste de um míssil de médio alcance e a criação da primeira barra de combustível nuclear produzida no próprio país. A exibição de força ocorre ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e os países ocidentais aumentam a pressão sobre Teerã, impondo inclusive barreiras comerciais.

Entre as proibições está a compra de petróleo e, por conta disso, o Irã já ameaçou fechar a região do Golfo Pérsico, considerada estratégica para o abastecimento da commodity, já que nesta área transita entre um terço e 40% do tráfego marítimo petroleiro mundial.

Diante deste cenário, a consultoria britânica Exclusive Analysis elevou de 10% para 50% a possibilidade de um ataque unilateral entre Israel e Irã entre março e junho de 2012, quando as últimas sanções contra Teerã irão entrar em vigor, e citou as possíveis consequências de uma guerra contra o país mulçumano.

De acordo com o estudo, as chances de Israel atacar o Irã aumentam principalmente porque Teerã planeja transferir as usinas de enriquecimento de urânio para locais subterrâneos, o que diminuiria no futuro as chances de um ataque aéreo.

A possibilidade dos Estados Unidos participar desta guerra é ainda pequena, exceto caso Israel sofra um ataque em um primeiro momento proveniente do Irã ou se o governo israelense conseguir convencer Washington de que a ameaça de combate entre as duas nações é iminente, prevê a Exclusive Analysis.


“Se uma ação preventiva por parte dos Estados Unidos e Israel contra Teerã ocorrer, o governo americano deve colaborar fornecendo inteligência militar e outros recursos, incluindo escudos antimísseis para combater a retaliação iraniana”, destaca a pesquisa da consultoria britânica.

Entenda o conflito

O estudo aponta que o Irã não vê com bons olhos as sanções aplicadas contra suas exportações de petróleo e, por conta disso, o Banco Central do país deve ser o grande percussor das ações militares que podem ocorrer ainda neste ano.

A Exclusive Analysis estima que, antes de optar por um ataque aéreo, Israel deve intensificar as operações encobertas - que agem nas sombras dos bastidores - para atrasar o programa nuclear iraniano. “Um combate promovido por Israel deve exigir muito esforço, embora limitado em termos de alvo e duração”, prevê a consultoria britânica. “Além disso, Israel deve evitar ultrapassar o espaço aéreo da Arábia Saudita, usando rotas mais curtas de saída sobre a Turquia/Síria e a Jordânia/Iraque”, completa.

Avaliando um cenário em que os países árabes não se envolvam no conflito entre Irã e Israel, o centro das atenções do governo iraniano será grandes centros populacionais, assim como Jerusalém e Telaviv, ocasionando danos derivados de mísseis e ataques de foguetes em massa enviados de países como Líbano ou até da Faixa de Gaza.

“Diplomatas israelenses e turistas ficariam de fora do combate”, destaca a Exclusive Analysis. “Nos próximos meses, consideramos o fato do Irã fechar o Estreito de Ormuz - um pedaço de oceano entre o Golfo de Omã ao sudeste e o Golfo Pérsico ao sudoeste -, o que já deve incentivar a alta nos preços do petróleo”, destaca o estudo.

A consultoria britânica alerta, porém, que esta é uma ação que o Irã deve levar muito em consideração antes de praticá-la, já que pode resultar em um contra-ataque por parte dos Estados Unidos, derrotando o país mulçumano “em questão de semanas“.

Caso o ataque ocorra por parte de Israel, aumentariam assim os riscos de Teerã suspender a produção de petróleo por até uma semana, elevando os preços da commodity no mercado internacional. Segundo a Exclusive Analysis, “isso não ocorreria por um longo período, já que o país islâmico depende da receita gerada com a venda de óleo e não seria positivo ter o abastecimento prejudicado para seus clientes mais valiosos (como China, Coreia do Sul e Japão).

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