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Polícia prende participantes de parada do Orgulho LGBTQIA+ na Turquia, onde manifestação é proibida

Centenas de pessoas marcharam brevemente na maior cidade do país antes da intervenção policial

Carregando bandeiras do arco-íris e entoando coros, os manifestantes conseguiram marchar por cerca de dez minutos ao longo da Avenida Bagdá, uma das vias mais famosas da cidade (AFP/AFP)

Carregando bandeiras do arco-íris e entoando coros, os manifestantes conseguiram marchar por cerca de dez minutos ao longo da Avenida Bagdá, uma das vias mais famosas da cidade (AFP/AFP)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 30 de junho de 2024 às 16h09.

Centenas de pessoas participaram brevemente de uma parada do Orgulho LGBTQIA+ em Istambul, maior cidade da
Turquia, neste domingo, 30, apesar de uma proibição emitida pelas autoridades do país. Vários manifestantes foram detidos, segundo constatou um cinegrafista da AFP.

Carregando bandeiras do arco-íris e entoando coros, os manifestantes conseguiram marchar por cerca de dez minutos ao longo da Avenida Bagdá, uma das vias mais famosas da cidade, antes de se dispersarem em uma tentativa de escapar das forças de segurança. Diversos participantes foram detidos.

As autoridades proibiram o evento, como fazem todos os anos desde 2015, pois alegam que a convocação veio de "grupos ilegais".

Em outra parte de Istambul, a grande Praça Taksim, um local tradicional de protestos, foi isolada e vários policiais filtravam as entradas da grande Avenida Istiklal, que é um local para pedestres, observou outro jornalista da AFP.

Várias estações de metrô próximas também foram fechadas.

A homossexualidade não é considerada crime na Turquia, mas a homofobia é comum e o presidente Recep Tayyip Erdogan frequentemente chama a comunidade LGBTQIA+ de "perversa" e afirma que ela é uma ameaça à família tradicional.

Até 2014, Istambul, a maior cidade da Turquia, reunia milhares de pessoas para a marcha do Orgulho, que usavam o evento para expressar suas demandas e criticar o governo islamoconservador, no poder desde 2002. Desde então, o evento foi proibido.

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