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PIB da Argentina cresce menos do que o esperado antes das eleições de meio de mandato

Atividade econômica do país registrou crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 17h17.

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A economia da Argentina registrou um crescimento abaixo das projeções em outubro, mês marcado por instabilidade nos mercados antes das eleições legislativas parciais.

O índice de atividade econômica teve alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 22 de dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística. O número ficou abaixo da estimativa de 4,2% prevista por analistas consultados pela Bloomberg.

Na comparação mensal, o indicador recuou 0,4%, configurando a primeira retração desde junho. O desempenho refletiu o aumento da aversão ao risco durante o processo eleitoral, que renovou metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado argentino.

Impactos dos temores com governo Milei

A instabilidade foi intensificada por preocupações com a liderança do presidente Javier Milei, após derrotas em pleitos locais, como os de setembro.

Durante o mês, o peso argentino acumulou desvalorização de cerca de 5%, apesar do apoio do governo dos Estados Unidos. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, liberou uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões para conter a volatilidade.

Após o resultado positivo nas urnas, o governo anunciou mudanças no regime cambial. As bandas de flutuação do peso serão ajustadas com maior frequência a partir de janeiro, com base no índice de inflação mais recente. A expectativa é de que a medida contribua para a recomposição das reservas internacionais do Banco Central da Argentina.

Apesar da turbulência, a atividade econômica argentina evitou recessão no terceiro trimestre. O crescimento foi impulsionado por um aumento nas exportações, enquanto o consumo interno e os gastos públicos apresentaram variações modestas.

Previsões do Banco Central da Argentina apontam para uma expansão de 4,4% no PIB em 2025, acima da projeção de 3,9% registrada em outubro. A inflação anual, por sua vez, deve encerrar o ano em 30,4%, segundo a mediana das expectativas de analistas consultados em novembro.

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