Bandeira do Peru: país teve eleição geral em 12 de abril (Freepik/Divulgação)
Agência de Notícias
Publicado em 18 de abril de 2026 às 09h01.
Os votos em branco e nulos nas eleições presidenciais do Peru ultrapassaram os 3 milhões, um número superior aos votos recebidos pela candidata de direita Keiko Fujimori, que lidera a contagem com 93,34% dos votos apurados, segundo a apuração oficial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Os votos em branco, por si só, somam atualmente 2.197.516, representando 11,63% do total de votos, enquanto os votos nulos totalizam 944.605, ou 5% do total de votos apurados. Essa situação foi influenciada pelos 35 candidatos à presidência que concorreram nesta eleição, um número recorde que fragmentou a votação a tal ponto que a soma de votos em branco e nulos excede os votos individuais recebidos por cada candidato.
Entre votos em branco e nulos, foram registrados 3.142.121 votos, o equivalente a 16,63% dos votos válidos, enquanto Fujimori lidera a corrida com 2.685.995 votos, equivalentes a 14,22% do total, o que corresponde a 17,05% dos votos válidos após a subtração dos votos em branco e nulos.
O número de votos em branco é superior ao de 34 dos 35 candidatos, e o número de votos nulos excede o de votos obtidos pelos 29 pré-candidatos à presidência.
A lei eleitoral peruana estipula que as eleições só podem ser anuladas se os votos nulos atingirem dois terços do total de votos válidos. Mais de 27,3 milhões de peruanos foram às urnas no último domingo para eleger suas autoridades nacionais para o mandato de 2026-2031, incluindo o presidente, que ocupou o cargo oito vezes nos últimos dez anos em meio a uma sucessão de crises políticas.
O dia da eleição foi marcado por atrasos significativos na abertura das seções eleitorais na capital, Lima, devido à falta de material eleitoral. Esse material não chegou a tempo devido a problemas logísticos com a empresa responsável pela distribuição, o que obrigou treze seções eleitorais a abrir na segunda-feira.
Isso alimentou alegações de fraude, feitas sem provas, pelo candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga (Renovação Popular). Enquanto isso, missões de observação eleitoral determinaram que esses problemas não afetaram o resultado do processo, que consideraram credível e transparente.
Até o momento, apenas Fujimori garantiu vaga no segundo turno, que será realizado em 7 de junho. Seu adversário será decidido por uma margem muito estreita entre o esquerdista Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru) e o ultraconservador López Aliaga.