Perfil de Maduro publica imagens e mensagem de fé do ex-presidente (Reprodução/Redes Sociais)
Redação Exame
Publicado em 30 de agosto de 2026 às 13h49.
O presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, publicou neste domingo, 30, fotos tiradas na prisão de Nova York onde está detido, afirmando em suas redes sociais que segue "firme" desde sua captura pelas forças americanas.
Nas imagens, Maduro aparece vestindo um agasalho cinza e fazendo o sinal da paz com as mãos. Segundo o registro da câmera, as fotos foram tiradas em 25 de junho — um dia após o terremoto duplo que deixou mais de 6.500 mortos e destruição no norte da Venezuela —, embora só tenham sido publicadas agora.
"Envio estas fotos como um pequeno presente para todos os meus netos e netas, para os meninos e meninas, e para todas as pessoas nobres que nos amam", escreveu Maduro, acrescentando que ele e Cilia seguem com "os corações cheios do amor" dos apoiadores. Ele encerrou a mensagem afirmando que os dois estão "fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá".
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas em janeiro, durante uma operação militar americana. Desde então, estão detidos em uma prisão no Brooklyn, acusados de tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
O julgamento contra o casal nos Estados Unidos está marcado para começar em 1º de junho de 2027, segundo anúncio de um tribunal federal de Nova York feito no fim de julho.
Sem acesso a jornais ou internet, Maduro está autorizado a falar por telefone com família e advogados por cerca de 300 minutos mensais, com limite de 15 minutos por ligação, segundo fonte próxima ao ex-presidente.
Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, afirma que o pai está com boa saúde e dedica parte do tempo ao estudo da Bíblia.
A publicação ocorre dois dias depois de a presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciar um acordo petrolífero classificado como "histórico", que permite aos Estados Unidos operar campos de petróleo na Venezuela.
Rodríguez governa sob forte pressão de Washington e afirma ter optado pelo "caminho da diplomacia" com os americanos, com o objetivo de transformar o país em uma "potência energética".
*Com informações da AFP