Repórter
Publicado em 21 de abril de 2026 às 16h47.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, pediu aos Estados Unidos e ao Irã que prorroguem o cessar-fogo temporário, que está programado para acabar às 21h desta terça-feira, 21 (horário de Brasília).
O representante do governo paquistanês também solicitou a continuação dos esforços para encontrar uma solução diplomática. Ao mesmo tempo, Islamabad se prepara para sediar uma nova rodada de negociações entre os dois países.
O Paquistão defende que o diálogo e a diplomacia são os únicos caminhos viáveis para resolver os problemas da região e alcançar uma paz estável e duradoura, declarou o Ministério das Relações Exteriores paquistanês.
O planejamento das negociações entre os EUA e o Irã ganha relevância à medida que o fim do cessar-fogo de duas semanas se aproxima, em meio ao crescente endurecimento das declarações públicas de ambos os lados.
O momento exato em que a trégua será encerrada ainda é incerto. A televisão estatal iraniana informou que o cessar-fogo termina à meia-noite no horário de Greenwich (21h de Brasília), enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que a trégua poderia ser estendida por mais um dia, ou seja, até a noite de quarta-feira, no horário de Washington.
O Paquistão, atuando como mediador, afirmou que o cessar-fogo permaneceria válido até às 23h50 GMT de terça-feira (20h50 de Brasília).
Na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump declarou que a prorrogação da trégua sem um acordo seria “altamente improvável” e indicou que os combates poderiam recomeçar se as negociações não forem bem-sucedidas.
Teerã ainda não confirmou oficialmente a presença de seus representantes nas reuniões previstas para quarta-feira, mas informou aos mediadores regionais sua intenção de enviar negociadores, segundo fontes próximas ao processo.
Desde o início da semana, as autoridades paquistanesas intensificaram os preparativos para a nova rodada de negociações em Islamabad. O hotel Serena, que foi palco do primeiro encontro, foi novamente isolado, com aumento da segurança, bloqueios nas ruas e maior patrulhamento por forças policiais e militares na área diplomática.