Papa pede esforços de líderes mundiais para garantir a paz na Ucrânia

Francisco fez o pedido um dia após a conversa entre o presidente americano, Joe Biden, e o presidente russo, Vladimir Putin
 (Filippo MONTEFORTE/AFP)
(Filippo MONTEFORTE/AFP)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 13/02/2022 12:28 | Última atualização em 13/02/2022 12:28Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Em meio às tensões sobre a presença de tropas russas em sua fronteira oriental, o Papa Francisco pediu neste domingo, 13, aos líderes mundiais que reúnam 'todos os esforços' para garantir a paz na Ucrânia.

Francisco liderou multidões na Praça de São Pedro em oração silenciosa pelo país do Leste Europeu, apelando às consciências dos políticos para que busquem a paz. "As notícias da Ucrânia são muito preocupantes", disse o pontífice, que fez muitos apelos pela paz na Ucrânia e no mês passado liderou um dia internacional de oração pela paz.

"Confio todos os esforços pela paz à intercessão da Virgem Maria e às consciências dos políticos responsáveis", disse ele a milhares de pessoas na praça para sua bênção e mensagem semanais. "Vamos rezar em silêncio", pediu. A multidão ficou em silêncio por cerca de meio minuto.

Francisco fez o pedido um dia após o presidente americano, Joe Biden, dizer ao presidente russo, Vladimir Putin, em uma ligação de uma hora e dois minutos, que o Ocidente responderia decisivamente a qualquer invasão da Ucrânia, acrescentar tal medida produziria sofrimento generalizado e isolaria a Rússia.

Em contrapartida, Moscou negou repetidamente que planeja invadir e descartou esses avisos como "histeria".

Não é a primeira vez que Francisco se refere a esta crise, já que em 9 de fevereiro defendeu o diálogo para evitar 'a loucura' da guerra. Alguns dias antes, em 23 de janeiro, ele também denunciou a escalada das tensões e revelou sua preocupação com as possíveis repercussões para a segurança do continente europeu.

"Acompanho com preocupação o aumento das tensões que ameaçam infligir um novo golpe à paz na Ucrânia e pôr em causa a segurança no continente europeu com repercussões ainda mais extensas", alertou na época.