Palestinos esperam apoio de quase toda América Latina na ONU

''Os poucos governos que não tomaram uma decisão ou que esperavam votar contra vão ter de pensar bem'', em vista dos apoios que o pedido palestino reúne na região

Jerusalém  - A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) espera que ''praticamente toda América Latina'' vote a favor da admissão da Palestina como Estado-observador na ONU na próxima quinta-feira.

''Temos a confirmação de praticamente toda América Latina'', disse à Agência Efe um oficial da OLP em Ramala que pediu para não ser identificado.

''Os poucos governos que não tomaram uma decisão ou que esperavam votar contra vão ter de pensar bem'', em vista dos apoios que o pedido palestino reúne na região, opinou a fonte.

Segundo acrescentou, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Cuba e Nicarágua já confirmaram seu apoio à iniciativa palestina.

Os três países latino-americanos com cujo apoio a OLP não conta são Panamá, Colômbia e Guatemala, mas, segundo fontes palestinas, ainda não está claro se votarão contra ou se absterão.

Na Europa, a OLP garante que tem 12 países confirmados, alguns dos quais anunciaram seu voto publicamente e outros se limitaram a comprometê-lo de maneira bilateral.

O Reino Unido, de acordo com as mesmas fontes, condicionou seu apoio a que os palestinos se comprometam a não apresentar nenhum processo contra Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI), uma vez obtenham a consideração internacional de Estado, condição que a OLP rejeitou.


Em um panorama geral, a OLP conta que terá o apoio seguro de cerca de 140 das 193 nações que formam a organização multilateral.

''Há somente três países que anunciaram sua rejeição: Estados Unidos, Israel e Canadá, e outros dois, Micronésia e as ilhas Marshall, que não o anunciaram, mas esperamos que se oponham'', detalhou a fonte.

O representante palestino ma ONU, Riad Mansour, disse hoje que o texto que o presidente Mahmoud Abbas apresentará na quinta-feira perante a Assembleia Geral já conta com 60 copatrocinadores e demonstrou sua confiança que serão ''muitos mais'' antes do começo da sessão plenária.

''Será um momento histórico na história do povo palestino e na história das Nações Unidas'', disse Mansour em entrevista coletiva na sede da ONU, na qual acrescentou que ''os que estão interessados em salvar a solução de dois Estados deverão estar ao lado da história, ao lado da humanidade, e votar a favor de nossa resolução''.

O embaixador palestino disse que o objetivo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) é sentar-se depois para negociar com Israel um acordo que ponha fim à ocupação e permita o estabelecimento de um Estado palestino a partir das fronteiras de 1967.

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