Países querem padronizar medição de folha de coca

A decisão entre Peru, Colômbia e Bolívia foi tomada após divergências nos últimos dois anos sobre a quantidade de cultivos de coca

Lima - Peru, Colômbia e Bolívia buscam estabelecer um sistema comum para padronizar os critérios usados na produção da folha de coca, informou nesta terça-feira a presidente do escritório antidrogas do governo peruano, Carmen Masías.

A decisão, que inclui a formação de equipes de trabalho nos três países, foi tomada após divergências nos últimos dois anos sobre a quantidade de cultivos de coca - matéria-prima da cocaína - existentes no Peru e na Colômbia, explicou a chefe da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida) do Peru.

Analistas e meios de comunicação locais alertaram que o Peru igualou a Colômbia na produção da folha de coca e que também está muito perto de assumir o primeiro lugar na produção de cocaína.

O assunto despertou polêmica no ano passado, quando a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) indicou que o Peru já havia superado a Colômbia em 'produção potencial' de cocaína pura.

Segundo dados da DEA oferecidos nesta terça-feira pela Devida, o Peru produziu 325 toneladas de cocaína em 2010, mas esses números não puderam ser contrastados com os do relatório do ano passado do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), que não os atualizou.

O relatório do UNODC assinalou que a Colômbia se manteve como o maior produtor de folha de coca, com 62 mil hectares registrados em 2010, seguido pelo Peru, com 61,2 mil hectares. 

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