Países europeus reagiram às ameaças de tarifas feitas por Donald Trump envolvendo a Groenlândia (ALESSANDRO RAMPAZZO / AFP)
Redação Exame
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 11h51.
Última atualização em 18 de janeiro de 2026 às 11h51.
Os países citados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em ameaças de novas tarifas caso rejeitem a ideia de Washington comprar a Groenlândia, reagiram neste domingo, 18, com uma declaração conjunta em defesa da unidade e da soberania.
Em nota, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Suécia afirmaram que "as ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma espiral descendente perigosa".
"Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania", disseram. A Groenlândia é um território autônomo que integra o reino da Dinamarca.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca inicia neste domingo uma viagem oficial pela Noruega, Reino Unido e Suécia, três aliados próximos e integrantes da OTAN, com o objetivo de fortalecer a coordenação em torno da segurança na região do Ártico após as ameaças de Trump a respeito da Groenlândia.
Lars Lokke Rasmussen desembarca em Oslo ainda neste domingo. Na segunda-feira, segue para Londres e na quinta-feira conclui a agenda em Estocolmo.
Trump também acusou Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia de participar de um "jogo muito perigoso" ao enviarem um pequeno contingente militar para a Groenlândia, com o objetivo de preparar futuros exercícios em condições de frio extremo.
Já o presidente americano, retornará ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, entre 19 e 23 de janeiro, após desencadear a nova turbulência na ordem global.
Esta será sua primeira participação no evento em seis anos, em um momento marcado pela crescente crise decorrente de sua tentativa de assumir o controle da Groenlândia. Líderes presentes no encontro pretendem tratar de diversos temas ligados ao primeiro ano de Trump de volta ao poder, como tarifas aduaneiras, Venezuela, Ucrânia, Gaza e Irã.
Para Trump, porém, o foco será majoritariamente voltado aos Estados Unidos. O aumento do custo de vida tem gerado insatisfação entre os americanos, contrariando as promessas de inaugurar uma "era dourada". O cenário coloca seu partido sob risco nas eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.
Por isso, parte de sua atuação em Davos deve ser dedicada a abordar a questão habitacional nos Estados Unidos. Um funcionário da Casa Branca afirmou à AFP que Trump apresentará iniciativas destinadas a reduzir os custos de moradia e destacará sua agenda econômica, descrita como responsável por colocar o país na liderança do crescimento mundial.
*Com informações da AFP