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Operação no Louvre revela fraude envolvendo ingressos e guias turísticos

Direção do museu identificou indícios de uma rede estruturada de fraude “em grande escala"

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 16h15.

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Uma ação da polícia francesa no Museu do Louvre expôs nesta semana um esquema de fraude “em grande escala” relacionado à venda de ingressos e à atuação de guias turísticos, após denúncia formal da própria instituição. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo museu, sediado em Paris.

“A operação policial de terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, foi realizada após uma denúncia do Museu do Louvre, como parte de sua política antifraude, e após conversas em andamento entre os funcionários e a polícia sobre práticas fraudulentas”, relatou a instituição em comunicado.

Com base nos dados internos, a direção identificou indícios de uma rede estruturada de fraude “em grande escala”. O museu informou que a apuração ocorreu dentro de sua política institucional de combate a irregularidades, com interlocução direta com as autoridades.

“Essas atividades levaram a direção do museu a implementar um plano antifraude estruturado, que inclui um mapeamento da fraude, diversas medidas preventivas e corretivas (legais, técnicas e de controle) e o acompanhamento de seus resultados”, detalhou.

A operação terminou com nove detenções, incluindo dois funcionários do museu e dois guias turísticos, sob suspeita de integrar a rede de venda de ingressos falsificados e de prática de overbooking, termo em inglês para sobre-reserva, principalmente direcionada a turistas chineses. O caso foi revelado pelo jornal francês Le Parisien.

Segundo fonte policial ouvida pelo periódico, houve apreensão de três veículos, 130 mil euros em espécie e quase 200 mil euros localizados em contas bancárias. Cofres bancários vinculados aos investigados também armazenavam valores semelhantes.

Desde o furto de joias registrado em 19 de outubro de 2025, o Museu do Louvre enfrenta episódios sucessivos que expuseram fragilidades estruturais e operacionais. Na ocasião, oito joias da Coroa francesa, avaliadas em 88 milhões de euros, foram subtraídas, o que levou a direção a reconhecer uma “subestimação crônica” do risco de invasão e a defasagem dos sistemas de segurança.

As investigações apontaram falhas de coordenação interna e insuficiência de equipamentos. A resposta institucional incluiu a criação de uma nova diretoria e de um comitê dedicado à segurança, além do anúncio da instalação de 100 câmeras perimetrais e de um posto policial móvel.

Em paralelo às apurações criminais, o museu registrou fechamentos parciais após identificação de fragilidade estrutural nas vigas da galeria Campana. Uma inundação também atingiu parte do acervo bibliográfico e danificou centenas de obras raras.

Os episódios ocorreram em meio a uma greve por tempo indeterminado dos funcionários, motivada por reivindicações relacionadas à conservação do edifício e ao quadro de pessoal. No início de 2026, o museu manteve funcionamento parcial e enfrentou atrasos na execução do plano de reforma integral.

(Com informações da agência EFE)

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