ONU retira funcionários do Egito

Os 350 funcionários da entidade serão realocados para o Chipre devido ao agravamento da crise no país árabe

Brasília – A Organização das Nações Unidas (ONU) começa hoje (3) a retirada dos 350 funcionários da instituição que servem no Egito. A informação foi confirmada pelo porta-voz da organização no Chipre, Rolando Gomez. A iniciativa foi tomada por precaução e cautela, segundo integrantes do órgão, em decorrência do agravamento da crise política no país.

O Egito entrou hoje no 10º dia de manifestações contrárias à permanência do presidente Hosni Mubarak. Os protestos ficaram mais violentos e houve troca de agressões entre partidários de Mubarak e críticos de sua gestão.

Os funcionários das Nações Unidas que deixarem o Egito poderão escolher como posto provisório os países vizinhos, como Emirados Árabes Unidos e Chipre. Gomez disse que há condições para acomodar cerca de 600 pessoas em hotéis no Chipre.

A onda de manifestações continua no Egito. Manifestantes passaram a noite acampados na região central do Cairo. A imprensa enfrenta dificuldades para acompanhar os protestos e trabalhar no país. Porém, os aeroportos egípcios funcionam normalmente, segundo relatos.

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