ONU inicia audiências para escolha do novo secretário-geral

O inovador processo de entrevistar aos candidatos pretende introduzir mais transparência na eleição do próximo secretário-geral

Nações Unidas - A campanha eleitoral pelo cargo de secretário-geral da ONU começou oficialmente nesta terça-feira com discursos dos primeiros candidatos à Assembleia-Geral, além de uma série de entrevistas com as quais a entidade quer dar transparência a um processo marcado até então pelo sigilo.

O ex-primeiro-ministro de Montenegro e atual responsável pelas Relações Exteriores do país, Igor Luksic, se submeteu durante duas horas às perguntas dos representantes dos países-membros e a outras feitas por cidadãos através da internet.

Após ele, serão ouvidos a diretora-geral da Unesco, a búlgara Irina Bokova, e o português António Guterres, ex-responsável do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Os outros cinco que até agora anunciaram suas candidaturas passarão pelo mesmo processo entre amanhã e quinta-feira, apesar de a possibilidade do surgimento de novos postulantes ao cargo não estar descartada.

Luksic chamou a atenção sobre os conflitos que afetam distintas regiões do mundo e defendeu a necessidade de melhorar os esforços de prevenção e resolução de crise no âmbito internacional.

"Temos que reinventar o multilateralismo através dos princípios de responsabilidade, inclusividade e compromisso", ressaltou.

Nesse sentido, o chanceler de Montenegro propôs várias reformas para conseguir tornar a ONU mais relevante e eficiente, embora tenha deixado claro que não pretende "voltar a inventar a roda". O objetivo, segundo ele, é otimizar os recursos e adaptar a organização à realidade do século XXI.

Luksic, o mais jovem dos candidatos, com 39 anos, destacou, além disso, sua experiência internacional e quis fornecer uma visão mais otimista do mundo.

Com muitos países defendendo que uma mulher ocupe pela primeira vez o posto de secretário-geral da ONU, o político montenegrino se mostrou de acordo em impulsionar a igualdade de gênero nas mais altas instâncias da ONU.

Dessa forma, ele disse que, se eleito, quer que o posto de subscretário-geral seja ocupado para uma mulher. Além disso, ele quer que essa pessoa proceda do hemisfério sul para garantir uma maior representação geográfica.

Com esse objetivo, também sugeriu a possibilidade de o subsecretário da organização tenha seu escritório em Nairóbi e não em Nova York, onde a ONU mantém sua sede principal.

O inovador processo de entrevistar aos candidatos pretende introduzir mais transparência na eleição do próximo secretário-geral, que sucederá Ban Ki-moon a partir do próximo ano.

A nomeação é feita pela Assembleia-Geral, que votará no segundo semestre, mas o controle segue nas mãos dos membros do Conselho de Segurança, que determinam um nome para ser ratificado pelos demais países-membros das Nações Unidas.

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