ONU acusa a Síria de assassinar mais de 250 crianças

Desde o início dos protestos, mais de 3.500 pessoas foram mortas no país árabe; governo é acusado de cometer crimes contra a humanidade

São Paulo – As forças de segurança e militares da Síria foram acusadas nesta segunda-feira de cometerem crimes contra a humanidade, incluindo o assassinato de mais de 250 crianças desde 11 de março, quando começaram os protestos da população em busca por reformas democráticas.

Em relatório, a Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU afirmou que recolheu provas de assassinatos, agressões sexuais e violações aos direitos humanos, incluindo o de crianças e de adolescentes.

O estudo de 39 páginas coordenado pelo diplomata brasileiro Paulo Pinheiro, junto com Yahin Erturk e Karen Koning AbuZayd, teve como base entrevistas com 223 vítimas e testemunhas de violações de direitos humanos, incluindo civis e desertores das forças armadas e de segurança.

Para reprimir os protestos, o governo da Síria ordenou o assassinato de mais de 3.500 pessoas, incluindo 256 crianças. "As forças de segurança disparam contra manifestantes desarmados", disseram algumas testemunhas.

“A Síria é responsável por atos ilícitos, incluindo crimes contra a humanidade, feitos por membros das suas forças militares e de segurança“, destaca um trecho do relatório, que sugere ao país assumir a responsabilidade pelos atos cometidos.

A Comissão convidou o governo da Síria a pôr um fim imediato para as graves violações de direitos humanos, iniciando assim investigações independentes e imparciais para levar os responsáveis à Justiça.

Durante a apresentação do estudo em Genebra, Paulo Pinheiro destacou que é necessário enviar com urgência uma missão de observadores para a Síria, conforme foi proposto pela Liga de Estados Árabes, evitando desta forma que os crimes continuem a ser cometidos no país.

As manifestações em países árabes seguem ocorrendo, tanto no norte da África como no Oriente Médio, e já culminaram na derrubada de regimes de longa data, como o visto na Tunísia, no Egito e na Líbia.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.