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OMS alerta para 'riscos' de EUA não impor quarentena a americanos do Hondius

Tedros Ghebreyesus afirmou que decisão americana sobre passageiros 'pode envolver riscos'

OMS vê riscos em decisão dos EUA sobre passageiros de cruzeiro com hantavírus (CHRISTOPHER BLACK/WORLD HEALTH ORGANIZATION/AFP)

OMS vê riscos em decisão dos EUA sobre passageiros de cruzeiro com hantavírus (CHRISTOPHER BLACK/WORLD HEALTH ORGANIZATION/AFP)

Publicado em 10 de maio de 2026 às 17h47.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste domingo, 10, que a decisão dos Estados Unidos de não impor quarentena automática aos passageiros evacuados do cruzeiro Hondius envolve riscos sanitários.

A declaração foi dada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde acontece a operação internacional de desembarque e repatriação dos ocupantes do navio afetado por um surto de hantavírus que já deixou três mortos.

"Isso pode envolver riscos", disse Tedros ao comentar a posição adotada pelos CDC.

EUA descartarão quarentena automática

Mais cedo, o diretor interino do CDC, Jay Bhattacharya, afirmou que os passageiros americanos retirados do navio não serão necessariamente submetidos à quarentena ao chegarem aos Estados Unidos.

Segundo ele, os 17 cidadãos americanos que estavam a bordo do Hondius são assintomáticos e serão encaminhados para um centro especializado no estado de Nebraska.

Bhattacharya também buscou reduzir preocupações sobre uma possível crise sanitária de grandes proporções. "Isto não é Covid", afirmou.

De acordo com o CDC, a decisão sobre eventual isolamento dependerá da avaliação clínica e epidemiológica de cada passageiro, seguindo os protocolos das autoridades de saúde americanas.

Operação

O navio Hondius partiu da Argentina antes do registro do surto de hantavírus a bordo. Após a confirmação de casos e mortes entre passageiros, a embarcação foi direcionada às Ilhas Canárias, onde autoridades espanholas iniciaram uma ampla operação de evacuação e repatriação.

Hantavírus: passageiro francês apresenta sintomas durante voo de evacuação

Os ocupantes desembarcaram utilizando equipamentos de proteção e foram encaminhados a voos internacionais organizados por diferentes governos.

O hantavírus é considerado raro e não possui vacina ou tratamento específico. A OMS tem reforçado, porém, que o risco atual para a saúde pública global permanece baixo.

*Com informações da AFP

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