Nova Zelândia reabre comércio, cinemas e academias de ginástica

Com 21 mortos por covid-19 até agora, país mantém cautela na retomada das atividades

País menor que o estado de Goiás, tanto em população quanto em extensão territorial, a Nova Zelândia chamou a atenção do mundo pela sua estratégia de “esmagar” a curva de disseminação do coronavírus, em vez de tentar achatá-la. Está dando certo e, nesta quinta-feira (14), o país inicia uma nova etapa no relaxamento das medidas tomadas para evitar a propagação da covid-19.

Os shopping centers, as lojas, os restaurantes, os cinemas, as academias de ginástica e outros espaços públicos poderão ser reabertos, desde que adotem medidas para manter a higiene e o distanciamento mínimo entre as pessoas.

As medidas foram anunciadas na segunda-feira pela primeira-ministra Jacinda Ardern, que pediu para a população manter a cautela. Quem puder trabalhar de casa deve seguir a mesma rotina. “Podemos ter vencido algumas batalhas, mas não a guerra”, afirmou. Sua recomendação é que os neozelandeses evitem formar aglomeração de mais de 10 pessoas.

Isso vale tanto para reuniões de familiares ou amigos como para eventos como cultos religiosos, casamentos e funerais. Os restaurantes poderão reabrir as portas, mas não devem aceitar reservas de grupos de mais de 10 pessoas. Ardern recomendou que os eventos, mesmo um simples encontro de família, não durem mais do que duas horas – evitando beijos e abraços e fazendo a higienização das mãos com frequência.

O governo decidiu fazer uma retomada gradual das atividades para poder monitorar a evolução dos casos. No dia 18 de maio, as escolas voltarão a receber os alunos. No dia 21, os bares e clubes noturnos poderão voltar a funcionar. Ardern explicou que os bares não serão reabertos ao mesmo tempo que os restaurantes porque trazem mais riscos. Ela citou a Coreia do Sul, que no início de maio autorizou a reabertura dos bares, mas pouco depois teve de fechá-los novamente depois da ameaça de uma nova onda de covid-19.

A Nova Zelândia confirmou o primeiro caso da doença no dia 28 de fevereiro, em um idoso que havia retornado de uma viagem ao Irã. O governo agiu rápido. Em 14 de março, Ardern anunciou que todas as pessoas procedentes do exterior tinham de ficar em quarentena por duas semanas. No mesmo mês, no dia 19, fechou as fronteiras do país e proibiu os eventos com mais de 100 pessoas. No dia 24, fechou as escolas e todos os negócios não essenciais. No dia 25, declarou o estado de emergência. Detalhe: todas essas medidas foram tomadas antes que o país registrasse o primeiro óbito, o que aconteceria só no dia 29 de março.

Com essas ações, a Nova Zelândia buscou eliminar o coronavírus antes que ele tivesse chance de se espalhar, uma estratégia diferente da maioria dos países, que têm procurado achatar a curva de crescimento, ou seja, reduzir a velocidade de disseminação da doença para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

Até ontem, a Nova Zelândia tinha um total de 1.497 casos confirmados e 21 mortes por covid-19. Isso representa uma média de 4 óbitos por milhão de habitantes. No Brasil, a proporção é de 61 óbitos por milhão de pessoas.

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