Naoto Kan anuncia mudanças no Governo japonês

Modificação foi decidida após as moções de censura apresentadas no Parlamento contra alguns ministros

Tóquio - O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou ao final do convenção anual do Partido Democrático (PD) que remodelará seu Governo na próxima sexta-feira com o objetivo de enfrentar a crise do país.

Kan não deu mais informações sobre as mudanças no Executivo, mas, segundo os jornais japoneses, a reestruturação no Gabinete afetará pelo menos dois ministérios.

As mudanças no Executivo foram decididas após a apresentação de moções de censura no Parlamento contra alguns ministros, situação que dificultaria a aprovação do orçamento para o próximo ano fiscal.

A principal novidade será a saída do Governo de Yoshito Sengoku, número dois de Kan, eleito primeiro-ministro há sete meses e presidente do Partido Democrático.

De acordo com a agência local "Kyodo", outra novidade será a inclusão em algum posto do Executivo de Kaoru Yosano, ex-ministro da Economia com o Partido Liberal-Democrata (PLD) e partidário da reforma tributária.

Yosano, que foi um dos pesos pesados da última etapa do PLD, defende o aumento do IVA (imposto sobre o valor acrescentado) para escorar as finanças públicas japonesas, objetivo que compartilha com o primeiro-ministro e que encontrou reservas entre a opinião pública.

O veterano político, de 72 anos, abandonou o PLD em 2009 para criar o chamado Partido do Amanhecer ("Tachiagare"), ao que já comunicou sua passeata de apoio ao atual Governo, segundo anunciou nesta quinta-feira em entrevista coletiva.

Além disso, espera-se que Naoto Kan se encarregue do cargo de ministro porta-voz e número dois do Governo.

O atual titular de Transportes será também previsivelmente substituído, enquanto parece que se manterão, segundo a imprensa japonesa, os atuais ministros de Exteriores, Defesa, Finanças, Reforma Administrativa, Estratégia Nacional e Interior, entre outros.

Naoto Kan foi eleito primeiro-ministro no dia 8 de junho de 2010 em substituição do demissionário Yukio Hatoyama e, em meados de setembro, mudou 12 ministros com o objetivo de firmar sua marca num Governo que tinha sido nomeado por seu antecessor.

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