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'Não tome gol': ONU usará Copa do Mundo para falar de educação sexual

Entidade aponta que taxa de natalidade costuma subir após grandes torneios, pois as pessoas se cuidam menos

Mensagens sobre educação sexual em estádio na Cidade do México (Carlos Padilla/Agencia The Boss/EFE)

Mensagens sobre educação sexual em estádio na Cidade do México (Carlos Padilla/Agencia The Boss/EFE)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 15 de abril de 2026 às 15h40.

Última atualização em 15 de abril de 2026 às 15h41.

A educação sexual é um dos maiores desafios da América Latina, e, diante desse contexto, o evento esportivo mais assistido do planeta, a Copa do Mundo de futebol, se torna uma oportunidade para abordar o tema a partir de novas estratégias direcionadas aos jovens de toda a região, que neste ano serão colocadas em prática através de um projeto promovido pela ONU e sócios internacionais.

A campanha 'Que no te metan gol' (“Não tome gol”, em tradução livre para o português) chegou recentemente ao México, impulsionada pela aliança SICOnfío — integrada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), pelo Conselho Nacional de População (Conapo) e pelo Senado do país—, com o objetivo de aproximar informações científicas sobre saúde sexual em um momento fundamental: às vésperas da competição global organizada pela Fifa.

Diversos estudos citados pela iniciativa advertem que, nove meses após grandes torneios, as taxas de natalidade podem aumentar em até 16%, o que vincula a euforia esportiva a decisões relacionadas à sexualidade, segundo um comunicado da empresa Reckitt.

Nesse sentido, o representante do UNFPA no México, Anders Thomsen, afirmou que a educação integral em sexualidade é um tema de saúde pública e um direito humano.

Thomsen destacou que a educação sexual é “a ferramenta mais poderosa” que se pode entregar às juventudes, “para que tomem decisões informadas, vivam relacionamentos baseados no respeito e exerçam sua autonomia com total segurança”.

Quebrar recordes para fazer história

Como parte central da campanha, no dia 14 de maio, será realizada a maior aula de educação sexual da história, com a qual se pretende quebrar um recorde global, segundo os organizadores.

Esta experiência será realizada em um estádio virtual interativo, projetado para replicar a emoção de uma transmissão esportiva em tempo real.

Através dessa dinâmica, jovens do México, da Colômbia e do Brasil, assim como do resto da América Latina, poderão se conectar para participar de uma aula aberta que combina entretenimento com conteúdo baseado em evidências.

Prevenção, alcance regional e incentivos

O integrante da Federação Latino-americana de Sociedades de Sexologia e Educação Sexual, Luis Perelman, explicou que o objetivo é trabalhar lado a lado com os jovens através da tecnologia para lutar contra a desinformação.

A iniciativa contará com a participação de especialistas, porta-vozes e figuras públicas, e será transmitida simultaneamente em vários países, com tradução para o português.

Além disso, aqueles que participarem receberão certificados digitais e recompensas, como parte de uma estratégia para incentivar a presença e o aprendizado.

A campanha coloca sobre a mesa uma conversa que costuma ser mantida em segundo plano: a prevenção na saúde sexual. E faz isso em um momento fundamental, apostando que, neste “jogo”, a melhor estratégia é estar informado.

Sob o lema: 'Queremos um futuro que seja o melhor para os nossos jovens', a campanha, lançada em 8 de abril aposta em um enfoque inovador ao buscar transferir para os campos do futebol conceitos de prevenção e autocuidado e se conectar com os jovens de maneira direta em uma região onde conteúdos esportivos e digitais têm alto impacto na população.

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