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'Não queremos negociações fadadas ao fracasso'; Irã diz que não há previsão para acordo com os EUA

Teerã diz que não definirá nova rodada sem acordo prévio e acusa EUA de violar termos de cessar-fogo

Saeed Khatibzadeh. Teerã diz que exigências americanas impediram acordo sobre programa nuclear. (Getty Images)

Saeed Khatibzadeh. Teerã diz que exigências americanas impediram acordo sobre programa nuclear. (Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 19 de abril de 2026 às 09h32.

O Irã afirmou que ainda não há data definida para a próxima rodada de negociações com os Estados Unidos. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, é necessário estabelecer um “marco de entendimento” antes da retomada das conversas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Reuters que novas conversas diretas podem ocorrer ainda neste fim de semana. No entanto, diplomatas consideram improvável a realização dos encontros devido a questões logísticas, já que Islamabad deve sediar as negociações.

Khatibzadeh afirmou: “Estamos agora focados em finalizar o marco de entendimento entre os dois lados. Não queremos entrar em nenhuma negociação ou reunião que esteja fadada ao fracasso e que possa servir de pretexto para uma nova rodada de escalada.”

Segundo ele, o foco atual está na conclusão desse entendimento, e o Irã não pretende participar de reuniões sem perspectiva de sucesso.

O vice-ministro também declarou: “Até concordarmos com o marco, não podemos definir uma data... Houve, de fato, progresso significativo. Mas a abordagem maximalista do outro lado, tentando fazer do Irã uma exceção ao direito internacional, nos impediu de chegar a um acordo.”

Khatibzadeh acrescentou: “Preciso deixar muito claro que o Irã não aceitará ser uma exceção ao direito internacional. Qualquer compromisso que assumirmos estará dentro das normas e do direito internacional.”

Impasse sobre Estreito de Hormuz

Questionado sobre o fechamento do Estreito de Hormuz, o vice-ministro afirmou que o Irã havia autorizado a passagem segura de embarcações comerciais conforme os termos de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Líbano.

Ele disse: “O outro lado, o lado americano, tentou sabotar isso ao dizer que estava aberto, exceto para iranianos. Essa foi a razão pela qual dissemos que, ‘se vocês vão violar os termos e condições do cessar-fogo, se os americanos não vão cumprir sua palavra, haverá consequências’.”

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