Movimento Ocupe comunica prisão de 200 pessoas perto de Wall Street

Para polícia, foram confirmadas cerca de 70 prisões; ainda assim, número pode aumentar

Nova York- O movimento Ocupe Wall Street indicou nesta quinta-feira que pelo menos 200 pessoas foram detidas durante os confrontos entre policiais e manifestantes no coração do distrito financeiro, justo quando se completam dois meses desde o início da mobilização anticapitalista.

A estimativa de 200 presos foi dada à Agência Efe por um porta-voz do movimento. Já um porta-voz da polícia se limitou a confirmar cerca de 70 prisões, mas reconheceu que os números podem aumentar com o passar das horas.

A tensão no sul de Manhattan foi crescendo à medida que os manifestantes voltavam a se concentrar na praça Zuccotti, rodeada de barricadas da polícia, que tinha sido desalojada na terça-feira por ordem do prefeito Michael Bloomberg, que falou nesta quinta-feira sobre os protestos durante um ato público no bairro de Midtown.

"O povo tem medo, não sabe o que fazer, e por isso canta 'Não sabemos o que queremos, mas queremos agora'", declarou Bloomberg, mais condescendente com os manifestantes. O prefeito reconheceu que a mensagem do Occupy é de que o sistema "não está funcionando" e que o movimento não está disposto a seguir à espera de "promessas ocas dos políticos".

Os manifestantes tinham planejado "tomar" nesta quinta-feira a sede de Wall Street para interromper o início do pregão na Bolsa de Valores. No entanto, uma forte mobilização policial impediu que se aproximasse do local quem não apresentasse uma identificação para certificar que trabalha na Bolsa.

Alguns dos manifestantes que se aproximavam da praça Zuccotti, esvaziada por ordem de Bloomberg, levam cartazes com mensagens como: "Prenda um de nós e outros dois aparecerão" e "Vocês não podem prender uma ideia".

"Hoje é um dia de celebração, uma lembrança do quão forte é este movimento", destacou à Agência Efe uma porta-voz do movimento, Senia Barragan. Segundo ela, cerca de 1,5 mil estão concentradas no sul de Manhattan para protestar "contra o sistema financeiro e em defesa de 99% da população".

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